domingo, 3 de novembro de 2013

Fragmentos e Garrafas ao Mar



Resolvi que, de hoje em diante, por aqui, vou rasgar tudo. Exatamente como se faz com as roupas velhas, os papéis guardados, as lembranças mofadas. E todos estes fragmentos, rasgados, partidos, em pedaços, aos farrapos, tornar-se-ão, apenas e somente, partes de quem eu fui. E quero depositar tudo daqui - meus textos agora esfacelados em pequenos trechos - dentro de garrafas. Em muitas garrafas. E cada uma delas, contendo uma parte da história. História que vou contando a cada passo, a cada linha na qual me refaço. Rasgo assim meus manuscritos e lanço-os ao mar. E que cheguem a todos, nos mais distantes cantos, em todo o lugar por onde a vida brotar.

Lanço minha mensagem ao oceano pelo qual todos viajam e poucos se sentem peixes: o mar de emoções. Não será preciso buscar nas cavernas o sentido de meus fragmentos. Se algum dia, essa garrafa você encontrar, saiba que ela remete ao mar de sonhos que sou eu - e que deve ser você também. Pois somos todos humanos, caminhando por essa superfície azul; somos todos muito parecidos e ao mesmo tempo muito diferentes. E todos temos sonhos.

Desejo a você, que resgata essa garrafa, que você encontre o mesmo que de mim se vai. Sou amor, e me transmuto em palavras.

(Uma tentativa de continuar o blog de uma maneira diferente. Vamos ver se funciona, rs).

7 comentários:

  1. Estou curiosa para ver o que virá! :)

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  2. Respostas
    1. dinheiro: sugiro me enviar ;)
      E aviso logo, nuba: o poeta é um pobre fingidor, portanto, pode enviar o $, hehehehe

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  3. Oi, Cris, adorei a sua fragmentação de histórias e experiências. Muitas garrafas ao mar!

    :) Beijos,
    Raquel.

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  4. Cris,tomando meu espaço para ler VC
    Bjs
    Márcia

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