sábado, 8 de junho de 2013

Reinvenção - Uma nova página a caminho



E quando tudo parece dor, quando a conexão se vai de mim arrancada com brutalidade -  a brutalidade da realidade que me é desfavorável, quando tudo parece que não vai ter mais sentido, me vejo diante do abismo do nada. Sem caminho para onde dar o passo, enclausurada pelo 'quase' que se equiparou a 'coisa nenhuma'... É nesse momento que penso que vou morrer. Exageros que me compõem.

Mas gata escaldada não teme água fria. E sabe que o rio que passa tem duas margens. Se é que é mesmo rio. E sendo rio, é só me lançar nele, nadar, boiar, agarrar na barbatana de um peixe-amigo, não brigar com a correnteza, não ter medo, nada temer. Eu não vejo agora, mas sei que a outra margem está lá. Vou em direção a ela. E se ela não estiver lá, é porque o rio não é rio, o rio já é mar. E quem se sabe amor, não tem medo das dores do amar. Vai. Joga-se. Porque se é mar, está tudo certo: as lágrimas são salgadas e estou em casa, nas águas salinas do oceano de se aventurar. 

Quando penso que vou morrer, diante da antítese da reciprocidade, é nesse momento, que mesmo sem saber, eu me reinvento. E encontro a página em que vou escrever uma nova história. A duas mãos: as minhas somente. Nesse momento, é isso o que tenho. E com o que tenho, construo castelos belos, jardins suspensos, sem Salomão nem Babilônia. "O sábio não se aborrece: confia". Recadinhos que meu anjo da guarda me trouxe essa noite, dormida com lágrimas e tristeza. Dia amanhecido com um sol brilhando lindo, só pra me lembrar o que o sábio Salomão já devia saber, na Babilônia da vida, e que o poeta uma vez transcreveu: sofrer é opcional. É outono apenas... Tempo em que as folhas caem... 

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