domingo, 2 de junho de 2013

Que sejamos livres



Surgiu numa conversa trivial, mas me chamou a atenção. Fiquei pensando nela. Feito um eco que só eu ouvia, lá dentro, ela, a frase, se repetia: "Que sejamos livres!".

Pois que seja assim. Seja eu, sejas tu, seja ele, sejamos nós todos, livres... Livres para expressar(mos) nossa própria carne sangrando pela falta do amor. Livres para deixar(mos) escoar, ralo abaixo, e até a última gota, o sangue invisível de nossa dor. Livres para fazer(mos) perceptível a nossa frustração. Livres para escrever(mos) o que bem quiser, sem que haja uma censura a nos vetar, nem pública, nem do tipo auto-censura. Livres de todas as amarras e conceitos e verdades castradoras. Livres apenas.

Porque ser "livre apenas" é coisa simples. E é o simples que me encanta. E que nesse encantamento a liberdade voe, em asas de um abraço... Porque há dias em que é preciso se expor, em demônios e escuridão. Porque tudo habita no íntimo de cada ser. Coragens que me faltam, medos que me vencem. Derrotas sentidas em silêncio na alma, tristezas que encontram afago em palavras, colhidas para fazer voz a um eco... que só eu ouço, só eu sinto, e que não teve reflexo... 

2 comentários:

  1. Esse texto me caiu como uma luva hoje!!!
    Bjs

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  2. Isadora, a identificação talvez encontre resposta no fato de que somos todos frágeis. Às vezes, não assumimos isso, usando as vestes da coragem, da força, da independência. Vestes apenas. Quando nos desnudamos, nossa pele transpira: fragilidade.

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