domingo, 12 de maio de 2013

Um anjo chamado mãe - o início da metáfora em minha escrita

                                                                                               Minha mãe e eu

E se temos anjos aqui na Terra, anjos que assumem a forma humana, esses anjos são as mães... 

O tempo é algo que me encanta. Ele dá a dimensão exata de tudo aos que se propõem sentir essa dimensão. E o tempo me traz, a cada dia, uma metáfora nova. Mas essa metáfora, de mães e anjos, o tempo me trouxe muito cedo. Eu tinha 11 anos. Gostava de escrever, assim como gostava de correr, de estudar, de brincar, cantar, imaginar, ler. Infância feliz. Era estudiosa, sempre tive sede de saber. Queria aprender. 

Apesar de ter uma cabecinha sonhadora e que voava facilmente, incentivada pelos muitos livros que lia da biblioteca da escola, às vezes era uma dificuldade ter que escrever. Embora gostasse, eu já sabia que inspiração não é algo que se domina, não facilmente ao menos, não aos 11 anos. Requer treino, esforço e outros predicados. E em várias ocasiões eu me via obrigada a escrever, às voltas com poesias, que eram exercícios de colégio, dever de casa. Nesse momento, meu lado prático sempre esteve lá, não me abandonava. Para temas tolos, rimas tolas. Poesia para a bandeira nacional? Eu fiz fácil: rimei nacional com florestal e mineral e ganhei nota boa. E assim tudo ia bem. Até que teve a poesia para o dia das mães. 

Lembro da minha angústia. Eu estava diante de um tema de verdade, um tema profundo. Como transcrever numa poesia a palavra mãe? A minha dificuldade em acordar cedo e ser chamada carinhosamente por ela para ir ao colégio, talvez pudessem estar lá... Como mamãe conseguia ser tão suave para andar, sem fazer barulho, e me acordar tão mansinho? Como? Entre ansiedade, angústia, falta de inspiração e estréia diante de um tema tão sublime, vacilei. Já não seriam as rimas a dar o tom... As lembranças não são tão claras. Lembro que não conseguia fazer a poesia. Lembro da ansiedade. Lembro da dúvida. Lembro que, depois de pronta e lida diante da classe, os colegas riram bastante. Acharam graça, afinal, eu tinha fama de ser dorminhoca e, de certa forma, coloquei isso lá na poesia. Sei que foi ali que escrevi um poema pela primeira vez usando metáforas. E dali em diante, mal sabia eu, as metáforas nunca mais me abandonariam...

Hoje, o post é a poesia que fiz para mamãe, como dever de casa. Escrito pela menina que fui, aos 11 anos. Minha homenagem aqui no blog a essa mulher incrível e forte que ela é. Para ler a poesia, peço que adotem um olhar pueril, vistam-se da meninice. Espero que gostem!

                                                                  

                                                                               Mãe

Mãe,
sinônimo de amor, de vida.
Imagem viva de um anjo
que nos protege
e que, à noite,
passeia nos quartos.
No escuro, é a luz.
Na estrada, a seta indicadora.
Nas cores, representa a paz.
E num vestido alvíssimo
mostra a sua pureza,
a sua alma intocável
que só uma mãe pode ter.
Mãe,
certeza de uma vida iluminada,
sem trevas...
certeza de caminhos limpos,
com pétalas de rosas,
sem espinhos...
Mãe,
vida refletida numa pessoa
que ao amanhecer,
nos desperta para viver.

Um comentário:

  1. Hello, dear!
    Estou adorando passear por aqui!! Fiquei encantada com este poeminha, principalmente quando penso que foi uma menina de onze anos que o escreveu!
    Que delícia seus escritos, tão poéticos, soltos, profundos e leves ao mesmo tempo, adorei!
    Bjs

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