quarta-feira, 15 de maio de 2013

Janelas para o mundo


Quando tudo sufoca e a dor vem sem pena, como quem te engole, não se renda: janelas.

Para que não  falte o ar. Pare que não se limite a visão. Para vislumbrar o que há além do horizonte.

Uma janela que se abra para o sonho quando a realidade for muito cruel. Uma janela que ofereça como vista a esperança. Uma janela que permita a entrada em um mundo novo.

Uma janela ou várias. Onde se possa pintar de cor tudo o que tem tom de desamor. Onde se possa desenhar em traços leves tudo aquilo que é só borrão em marcas fortes. Onde se possa transformar aquilo que não nos convém. Porque é preciso ter escapes.

E fugir pelas janelas, quando a vida insiste em trancar a muitas chaves a porta de entrada, é como criar asas. Asas para voar. Voar pelo mundo. Porque há dias em que é preciso fugir e voar. E a porta está fechada. Mas quem não se rende, sempre encontra um jeito. Alternativa poética para dias sem lirismo. Ou pelo menos, uma tentativa de.

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