domingo, 26 de maio de 2013

Excessos pelo caminho


Em um contínuo derramar me encontro. Vou derramando tudo o que há em mim. Pois eu transbordo. E à bordo de mim mesma, enfrento marés altas, baixas, maremotos. Sou excesso. Mas sou capaz de ver isso como algo bom. Percebo essa nuance por um ângulo que ri desse excesso todo: é melhor sobrar do que faltar. Então, que sobre amor! Que eu possa entornar sonhos, e que esperanças saiam de mim como em raios... E que esses raios atinjam a quem delas precisar. E que tudo o que há em mim esparrame-se mar afora, vida afora... E que o medo, a tormenta, a ansiedade, a dor, saiam como gotas de chuva, para esvaziar de mim esses fragmentos de desamor. Porque vida é sinônimo e antônimo. Complementaridades e paradoxos. Noites de lua cheia e dias de sol escaldante. Caminhos e descaminhos. Mas nos momentos em que posso escolher - e sabe-se que não se pode sempre - prefiro trilhar as vias por onde passam aquela gente que ama, que se entorna e esparrama toda. Pois é quando se derrama, que, de repente,  planta-se as sementes do bem. É assim que quero meus excessos:  feito sementes por onde andei. E que deem flores e frutos o amor que, até mesmo sem querer, plantei.

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