terça-feira, 21 de maio de 2013

Adicção


Leveza, amor,
leveza.
Porque a vida
anda sem rima
e eu,
estátua na praça,
assisto a tudo
o que passa
ali na esquina.

E se a oferta
que assisto
da felicidade em pó
exterminasse de mim
a sensação de ser só
eu juro, amor,
eu juro,
que provaria
dessa ilusão
vendida a um passo
da minha razão.

Mas não...
Não sou dada
a processos complexos
e se houver algum aditivo
para acrescentar
em minha vida,
creia amor,
creia,
eu quero entorpecer
de doçura.

Então, traga-me
somente açúcar
e mascavo, por favor,
amor,
porque não,
não quero
a química pré-fabricada,
quero a simplicidade
e antes de tudo eu sei
lidar
com a minha dor.

(E traz junto o café.
Não se esqueça.)

É preciso acordar
para receber
a esperança
de braços abertos
porque sim,
eu creio,
amor,
eu creio
que ela bate à porta
e traz consigo
algo mais.

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