quarta-feira, 29 de maio de 2013

Fábrica de idéias



Pudera eu ter uma fábrica de idéias, e poder dá-las - as idéias,  não a fábrica - a cada um dos amigos meus.
Para que todos estivessem sempre plenos de coisas novas, de um imaginário criativo... Para que o ócio, o tédio e a mesmice passassem bem longe... E assim, que fossem todos felizes, todos os dias, com idéias a lhes borbulhar em suas mentes. E sendo felizes todos os dias, poderíamos então considerar, que seriam - e foram - felizes para sempre...

(Porque há dias em que precisamos nos agarrar às nossas crenças - e crer e sonhar - que seremos todos felizes para sempre. Porque é nesses dias, em que o nada nos arrebata, que mais precisamos manter viva aquela coisa que costumamos chamar de fé. E que ele, o nada, seja invadido, e derrotado, e preenchido - se não pelo tudo, ao menos por algo). 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Orvalho



                                                                      Da lágrima
                                                                      faço a gota
                                                                      que rega
                                                                      a flor.

                                                                      E transformo
                                                                      assim
                                                 em primavera
                                                                      o jardim da dor.

domingo, 26 de maio de 2013

Excessos pelo caminho


Em um contínuo derramar me encontro. Vou derramando tudo o que há em mim. Pois eu transbordo. E à bordo de mim mesma, enfrento marés altas, baixas, maremotos. Sou excesso. Mas sou capaz de ver isso como algo bom. Percebo essa nuance por um ângulo que ri desse excesso todo: é melhor sobrar do que faltar. Então, que sobre amor! Que eu possa entornar sonhos, e que esperanças saiam de mim como em raios... E que esses raios atinjam a quem delas precisar. E que tudo o que há em mim esparrame-se mar afora, vida afora... E que o medo, a tormenta, a ansiedade, a dor, saiam como gotas de chuva, para esvaziar de mim esses fragmentos de desamor. Porque vida é sinônimo e antônimo. Complementaridades e paradoxos. Noites de lua cheia e dias de sol escaldante. Caminhos e descaminhos. Mas nos momentos em que posso escolher - e sabe-se que não se pode sempre - prefiro trilhar as vias por onde passam aquela gente que ama, que se entorna e esparrama toda. Pois é quando se derrama, que, de repente,  planta-se as sementes do bem. É assim que quero meus excessos:  feito sementes por onde andei. E que deem flores e frutos o amor que, até mesmo sem querer, plantei.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Adicção


Leveza, amor,
leveza.
Porque a vida
anda sem rima
e eu,
estátua na praça,
assisto a tudo
o que passa
ali na esquina.

E se a oferta
que assisto
da felicidade em pó
exterminasse de mim
a sensação de ser só
eu juro, amor,
eu juro,
que provaria
dessa ilusão
vendida a um passo
da minha razão.

Mas não...
Não sou dada
a processos complexos
e se houver algum aditivo
para acrescentar
em minha vida,
creia amor,
creia,
eu quero entorpecer
de doçura.

Então, traga-me
somente açúcar
e mascavo, por favor,
amor,
porque não,
não quero
a química pré-fabricada,
quero a simplicidade
e antes de tudo eu sei
lidar
com a minha dor.

(E traz junto o café.
Não se esqueça.)

É preciso acordar
para receber
a esperança
de braços abertos
porque sim,
eu creio,
amor,
eu creio
que ela bate à porta
e traz consigo
algo mais.

domingo, 19 de maio de 2013

Obrigada 3000 vezes!


A marca de 3000 acessos é fruto de reciprocidade. E reciprocidade é algo que busco, algo que tento encontrar - e venho encontrando - desde que me propus a levar uma vida assim do jeito que levo, algo que é início, meio e fim ao mesmo tempo. Reciprocidade é um gigante na vida. E eu, estou levitando! Sinto minha alma em perfeita comunhão com meu ser... Sou alguém que escreve, que criou formas para curtir esse prazer. Alguém que, de repente, passou a conhecer pessoas com essa mesma sintonia. Alguém que percebe a fantasia que existe em cada nota de realidade que perfuma o ambiente. Alguém que recebe presentes da vida e sorri para ela.

Hoje, meu obrigada a você. A você que chegou aqui sem querer, a você que veio sabendo aonde vinha, a você que veio uma vez, a você que volta sempre que pode, a você que, de um jeito ou outro, gosta desse mar. A vida precisa ser comemorada em suas nuances. E essa é uma ocasião. Eu sei que há blogs que têm 3000 acessos por dia. Claro que sei. Mas comemoro a minha realidade. É com ela que quero estar bem, é nela que sou feliz e escrevo. Leveza, alegria, sou alguém que se despe das palavras e cria um universo paralelo, maré alta de sonhos, esperanças, catarses de uma vida em crescimento. Sou grata por esse blog ter chegado até esse post. 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Alice no País da Solidão


Feito Alice, caí. É bem verdade que caio sempre. Já caí até na rua México. E aquele tombo na rua foi digno da cantiga Teresinha de Jesus: fui acudida por muitos cavalheiros, só que no meu caso, nenhum deles com chapéu na mão. Mas essa é uma história sobre como caí feito Alice. Aquela personagenzinha instigante daquela estória nada infantil. Ou antes, tão infantil que buscamos um motivo para que não seja. 

Pois caí. Em um buraco muito fundo. Fui caindo tão lentamente que esqueci que caía, pensei que vivia. Enganos diários de uma vida cheia de tapetes puxados. Vejam bem, nem são tão puxados assim, mas preciso dar ênfase ao drama. E peço ao leitor que entenda, faço uso de recursos textuais. E sendo assim, caindo e pensando que vivia, entrei no buraco do País da Solidão, onde nenhuma maravilha habita.

Quando cheguei lá, um chá era servido. Não me lembro bem se Alice foi chegando e tomando chá, mas o país em que ela caiu era diferente do meu. E aqui, na minha estória, mal cheguei, dei de cara com uma mesa de chá. Não fui convidada para sentar-me junto deles. Mas não sei porque, me senti convidada. E pensei que poderia me sentar assim mesmo, ser sociável, apesar de não haver um convite formal. Não fui bem recebida, apesar de, no início, eu entender que tudo estava bem. Descobri com o tempo que, lá, naquele lugar, à mesa do chá, as pessoas não eram de fato amigáveis. Ou antes, eram desconfiadas. E não há amizade que consiga sobreviver em ambiente hostil. Poucas coisas sobrevivem, na verdade, em ambientes assim. E então, não se fazem laços. Um lugar de águas rasas. Sei que não me importei. Fiquei triste, mas no fundo, não dei importância, porque gosto mesmo é de café. E não, não serviam café ali.

Fui embora. E logo adiante, um coelho correu atrás de mim, puxando uma conversa. Eu não queria conversar com coelhos. Nem quero. Não ainda. E talvez nunca queira. Prefiro os coelhos trazendo ovos na Páscoa. Queria conversar com gente. Gente humana e dotada de doçura na alma. Deixei o coelho pra lá. Fui em frente, porque sou aquele tipo de gente que segue em frente. E seguindo, encontrei cartas que falavam. Reis, Valetes, Damas, um baralho de uma vida embaralhada se abriu à minha frente. Não sei, até agora, quem dava as cartas ali. Sei que eu não quis jogar. Não gosto do jogo pelo jogo. Gosto de brincar. Com alegria e leveza. 

E assim, nesse país que surgiu depois do buraco estranho, me vi sozinha. Sozinha num mundo em que eu nada entendia, em que os meus sentidos percebiam o que vai na sutileza, mas ninguém, ninguém mais percebia. E sem ter com quem compartilhar meus mais íntimos pensamentos, meus ideais mais profundos, minha nota singela de poesia diária, senti a imensidão daquele país. Um lugar estranho em que sentir é coisa que causa aversão. Assim como causa espanto a aproximação para um diálogo sem pretensões. E o que dizer sobre segurar na mão do outro, um toque puro somente para perder o medo? Um mundo esquisito, que não gostei de conhecer. De onde saí machucada, escoriações nem tão leves como eu faço agora supor. Mas um mundo que fortalece. Que faz crescer a percepção. E que só fez aumentar o meu amor pela vida.

Como eu saí do buraco é uma estória que não tenho vontade de contar agora. Mas se você quiser, pode visitar o site da fotógrafa Elena Kalis. Ela fez um ensaio fotográfico belíssimo que se chama Alice in Waterland. E que tem tudo a ver com esse mar. E cujas fotos ilustrariam facilmente esse post, não fosse o fato de ela ter fotografado Alice e não a mim. 

Não importa isso agora. O que penso nesse momento é em quantas vezes somos feito Alice... Visitamos países fantásticos, os mais diversos... E se não há um País das Maravilhas, elas, as maravilhas, estão espalhadas por aí. E se em alguns instantes de nossa vida, breves ou longos, caímos no País da Solidão, sempre é possível ir embora... E levar consigo as lições apreendidas e antes inimagináveis, que cada lugar tem para nos mostrar. O importante é seguir em frente. Existem mundos muito legais esperando para serem visitados.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Janelas para o mundo


Quando tudo sufoca e a dor vem sem pena, como quem te engole, não se renda: janelas.

Para que não  falte o ar. Pare que não se limite a visão. Para vislumbrar o que há além do horizonte.

Uma janela que se abra para o sonho quando a realidade for muito cruel. Uma janela que ofereça como vista a esperança. Uma janela que permita a entrada em um mundo novo.

Uma janela ou várias. Onde se possa pintar de cor tudo o que tem tom de desamor. Onde se possa desenhar em traços leves tudo aquilo que é só borrão em marcas fortes. Onde se possa transformar aquilo que não nos convém. Porque é preciso ter escapes.

E fugir pelas janelas, quando a vida insiste em trancar a muitas chaves a porta de entrada, é como criar asas. Asas para voar. Voar pelo mundo. Porque há dias em que é preciso fugir e voar. E a porta está fechada. Mas quem não se rende, sempre encontra um jeito. Alternativa poética para dias sem lirismo. Ou pelo menos, uma tentativa de.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Coisas que a gente não sabe


Há coisas que a gente não sabe. Coisas sobre as quais só se pode imaginar. Feito presente que não foi aberto. Caixa fechada pelo medo de gostar demais. E guardado no fundo do baú, naquele quarto em que ninguém dorme, fica lá. Presente que nunca fez sorrir. Presente que não fez brilhar os olhos. E sorrir, e brilhar os olhos, e derramar-se de alegria, é coisa que a gente imagina, que aconteceria, se, por ausência do medo, tivesse aberto o presente, daquela caixa bonita, ofertada pela vida.

O que a vida não sabia, ao mandar o presente, é que o mundo é muito, muito pequeno. E seus habitantes têm em si coisas estranhas, aos quais chamam de sentimentos. E o que a vida ainda não sabe é que esses sentimentos os pegam de surpresa, e nem todos esses habitantes sabem como lidar com eles. Na verdade, bem poucos deles sabem. E por não saberem como fazer, às vezes, nada fazem. Por culpa de um troço chamado medo. Que não deixa revelar. Que não permite mostrar. Que não arrisca abrir o presente. Ah... Essa vida é uma menina cheia de travessuras... E não se cansa, e gosta, de enviar surpresas a esses habitantes...

E eu daqui só faço torcer. É só o que posso fazer. Presentes entregues. Serão abertos? Como disse, há coisas que a gente não sabe...

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Sobre felicidade e exemplares vendidos de jornal


Porções diárias de medo e violência em doses às vezes nem tão homeopáticas adentram nossos lares. Você liga a TV, por comodidade ou por preguiça de buscar a informação escrita ou pela rede, e mal termina de fazê-lo, já tem início a chuva. Um temporal de desgraças, relâmpagos de agressividade, notícias sanguinolentas, decadentes, moralmente desmotivadoras. Ódios e comportamentos munidos de egoísmo, travestidos de doenças psíquicas, acasos e fatalidades insuportavelmente doloridos para uma existência idônea. 

Uma enchente de desânimo assola toda e qualquer alma que se vê diante da tela do eletrodoméstico ingrato. Esgotos que transbordam. E trazem à tona toda a sorte de dejetos. Devendo informar, não trazem esclarecimento, apenas a gratuita sombra. Envolvem em pessimismo e descrença o seu telespectador. Eu, eu quero gritar! Um grito bem alto! Peço ao mundo que seja como antes... Eu quero a realidade na íntegra sim, mas com um tom de esperança ao fim. Ou... será? Alguém me diga, por gentileza... Se é o mundo que está mesmo virado de ponta-cabeça ou se sou eu, que estou de cabeça pra baixo, e penso que é o mundo... Diante de tanta escuridão, da sensação de impunidade, da veiculada certeza de que nada podemos mudar, quero cair fora. Como viver aqui se não adianta existirmos? Quem pede que seja enviada essa mensagem subliminar? A quem interessa confundir e criar a dúvida? Valores trafegam por finos fios, feito um equilibrista. A vida parece um circo, não um dilúvio, ou talvez, um picadeiro assolado por uma inundação. Tudo junto.

Eu penso. Eu vejo. Eu uso óculos. Eu não disfarço as conexões feitas por minhas sinapses. Ostento. Troféu sem glória. Vitória sem aplauso. Um caminho vazio. Desligo a TV. Resolvo escrever. É preciso soprar ao vento uma canção. Uma canção que espalhe a esperança. Que leve um toque de fé a quem ouvi-la. E deixar que o destino entregue essa mensagem. Explícita, aberta, escancarada. Uma mensagem de que não me dou por vencida. Que vida é meu nome, que meus sonhos são castelos de areia sim, mas isso, só no começo. Transformo em tijolo a poeira de minhas andanças. Carrego na face o sorriso de quem acredita. E vou morrer desejando que a paz habite cada ser humano. Porque assim, em paz, podemos ligar a TV, ouvir a notícia e continuar acreditando que é preciso ser correto, honesto, generoso, grato. Com, sem ou apesar do baixo ibope associado ao ser humano de bem. Características que não vendem jornal. Mas a felicidade pessoal não é mesmo medida por jornais vendidos. Ou a sua é?

domingo, 12 de maio de 2013

Um anjo chamado mãe - o início da metáfora em minha escrita

                                                                                               Minha mãe e eu

E se temos anjos aqui na Terra, anjos que assumem a forma humana, esses anjos são as mães... 

O tempo é algo que me encanta. Ele dá a dimensão exata de tudo aos que se propõem sentir essa dimensão. E o tempo me traz, a cada dia, uma metáfora nova. Mas essa metáfora, de mães e anjos, o tempo me trouxe muito cedo. Eu tinha 11 anos. Gostava de escrever, assim como gostava de correr, de estudar, de brincar, cantar, imaginar, ler. Infância feliz. Era estudiosa, sempre tive sede de saber. Queria aprender. 

Apesar de ter uma cabecinha sonhadora e que voava facilmente, incentivada pelos muitos livros que lia da biblioteca da escola, às vezes era uma dificuldade ter que escrever. Embora gostasse, eu já sabia que inspiração não é algo que se domina, não facilmente ao menos, não aos 11 anos. Requer treino, esforço e outros predicados. E em várias ocasiões eu me via obrigada a escrever, às voltas com poesias, que eram exercícios de colégio, dever de casa. Nesse momento, meu lado prático sempre esteve lá, não me abandonava. Para temas tolos, rimas tolas. Poesia para a bandeira nacional? Eu fiz fácil: rimei nacional com florestal e mineral e ganhei nota boa. E assim tudo ia bem. Até que teve a poesia para o dia das mães. 

Lembro da minha angústia. Eu estava diante de um tema de verdade, um tema profundo. Como transcrever numa poesia a palavra mãe? A minha dificuldade em acordar cedo e ser chamada carinhosamente por ela para ir ao colégio, talvez pudessem estar lá... Como mamãe conseguia ser tão suave para andar, sem fazer barulho, e me acordar tão mansinho? Como? Entre ansiedade, angústia, falta de inspiração e estréia diante de um tema tão sublime, vacilei. Já não seriam as rimas a dar o tom... As lembranças não são tão claras. Lembro que não conseguia fazer a poesia. Lembro da ansiedade. Lembro da dúvida. Lembro que, depois de pronta e lida diante da classe, os colegas riram bastante. Acharam graça, afinal, eu tinha fama de ser dorminhoca e, de certa forma, coloquei isso lá na poesia. Sei que foi ali que escrevi um poema pela primeira vez usando metáforas. E dali em diante, mal sabia eu, as metáforas nunca mais me abandonariam...

Hoje, o post é a poesia que fiz para mamãe, como dever de casa. Escrito pela menina que fui, aos 11 anos. Minha homenagem aqui no blog a essa mulher incrível e forte que ela é. Para ler a poesia, peço que adotem um olhar pueril, vistam-se da meninice. Espero que gostem!

                                                                  

                                                                               Mãe

Mãe,
sinônimo de amor, de vida.
Imagem viva de um anjo
que nos protege
e que, à noite,
passeia nos quartos.
No escuro, é a luz.
Na estrada, a seta indicadora.
Nas cores, representa a paz.
E num vestido alvíssimo
mostra a sua pureza,
a sua alma intocável
que só uma mãe pode ter.
Mãe,
certeza de uma vida iluminada,
sem trevas...
certeza de caminhos limpos,
com pétalas de rosas,
sem espinhos...
Mãe,
vida refletida numa pessoa
que ao amanhecer,
nos desperta para viver.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Poemas livres

                                                                            Foto do meu amigo, o fotógrafo Thiago Machado


Não deixe preso o poema que há dentro de você. Solte-o. Solte-o por aí. Deixe-o ser livre. Porque liberdade é o nosso bem maior. Bem, há controvérsias sobre isso, talvez tenhamos vários "bens maiores". O importante é que já existe tanta coisa presa... Aquela confissão que não se fez... aquela vontade que se deixou passar... aquela palavra dita só na imaginação pelo medo de ser ridícula... É tanta coisa presa, que sufocou e murchou e corre o risco de morrer. Então, para não ficar aí colecionando palavras não-ditas, risos não-gargalhados, coisas-contidas, é bom começar a soltar. Solte tudo. Mas pode soltar aos pouquinhos, para ir se acostumando... Vá devagar no início... Liberte todo o sentimento que te reveste por dentro. E livres, você vai ver, eles começam a voar, e espalham-se por aí. Feito uma revoada de pássaros, que toma formas diversas. E qualquer que seja a forma, será no fim, uma poesia. Porque a vida toda, todinha, é um poema. Às vezes sem rima, outras vezes sem graça, por vezes lírico, dramático ou cítrico. Olhe e veja. E sorria. A vida toda tem seu ritmo. Pulse poesia. Porque é tudo a mesma coisa: o pulso, a vida, o poema, a respiração, a nostalgia, o medo, a saudade, o amor, a alegria. Fragmentos de uma vida sem ensaio. 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A Plenitude

A plenitude
que transborda agora
em minha alma
é como brisa
à beira-mar:
vem de mansinho
e como num carinho
sopra em mim
segredos e desejos
do verbo amar.