segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Montei a minha Árvore

                                                                                           Minha Árvore de Natal

Diz a tradição que a Árvore de Natal deve ser montada um mês antes do Natal e desmontada em 06 de janeiro, Dia de Reis. Assim me ensinou minha mãe. Assim eu faço. Pelo puro prazer de manter viva uma tradição. Portanto, ontem me dediquei a isso: montar minha árvore. 

Abrindo cada raminho, e ano passado comprei uma árvore bem repolhuda, abri muitos raminhos. Devo confessar que estava meio sem paciência, é verdade. Fiz o encaixe da base com cuidado. Encaixei a parte de cima. Era a vez de distribuir as bolas. Não as tenho iguais, não. Tenho em cor vermelha, dourada e verde. Tentei salpicar para ficar com uma jeito harmônico. É difícil intercalar as cores e tipos tão diferentes de bolas e fazer ficar bonito. Mas pensei que é mais ou menos assim na vida... conviver e saber lidar com as diferenças e ainda assim, fazer a vida ser bonita.

Depois, comecei a distribuir os enfeites maiores. Tenho duas estrelas lindas... Coloquei-as na árvore como quem deposita ali um tesouro. Depois, foi a vez do passarinho. Adoro passarinhos. Livres. Portanto, não os tenho em casa, em gaiolas ou viveiros. Tenho plantas. Que atraem os passarinhos até minha varanda. Então, muito natural que em minha árvore de natal, um passarinho esteja ali, a enfeitá-la. É como se eu dissesse que não é possível viver sem liberdade...

Era a vez de pendurar então aqueles penduricalhos todos. Muitos. Pequenos, médios e grandes. Anjinhos, papai-noel, boneco de neve, pirulito, soldadinho da fábrica de papai noel, um monte de personagens. A maioria deles com cara de chinês, pois foram comprados numa época em que as lojas americanas se abarrotavam de enfeites de madeira 'madeinchina'. Eram enfeites da mamãe. Mas ela cansou deles e perguntou se eu queria pra mim. Queria. Quero. E então, era o momento de dar a eles seu mês de glória, pois para isso, e só para isso, eles existem.

Junto com cada um deles, depositei minha esperança em dias melhores. Uma prece surgiu naquele instante, enquanto eu montava a Árvore. Que nossos sonhos se tornem reais. Mas antes, que tenhamos sonhos. Que tenhamos saúde para batalhar por eles. Que tenhamos alegria na dificuldade. Que a tristeza não ache a nossa casa no ano vindouro. E, se achar, que seja comedida e faça uma visitinha bem rápida. Que nosso trabalho seja motivador. Que eu possa levar paz a quem estiver aflito. Que o gato interessante se interesse por mim quando eu me interessar por ele. Que a reciprocidade no amor deixe de ser um poema. Que as trilhas da vida sejam como as trilhas da mata: dotadas de êxtase ao fim. E que os amigos, a família, os livros e a boa música sejam os companheiros da jornada. 

E depois disso, coloquei a estrela e circulei a árvore com um cordão de sinos. Que é para todos eles tocarem e os anjos em uníssono dizerem: _Amém! Sim, eu montei minha árvore. Como manda a tradição, mas com um toque meu. Com pura emoção. Com uma prece de desejos. E que sejamos felizes com esses rituais de acolhimento. Definitivamente, sinto como se todo o sentimento do mundo, toda a paz que nele habita, toda a delicadeza do universo e toda sua força selvagem, fizessem moradia aqui, na minha árvore. Ela é um gigante de simbolismos. E que esses símbolos todos sejam meu agradecimento. 

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