quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Adoro


Adoro acordar cedo, sair de casa já atrasada e ser surpreendida pelo céu azulzinho e sem nenhuma nuvem...  Adoro isso porque, quando é assim, eu sem querer, sorrio toda. Minha boca inclusive. Mas principalmente meu espírito todo.

Adoro quando o dia se faz assim e vem, de levinho, me conduzir para uma jornada de explosão. Explode em mim um amor maior que tudo e sem explicação. Amor sem direcionamento mesmo. Aquele amor que ama e nem sabe direito o quê, quem, quando, onde e nem como. Amor que se entrega todo. Amor simplesmente. 

Amor que se permite ser mar. E sendo mar, que seja morada de todos os que se encantam com os mergulhos e a diversidade da vida. E que nesse mar, sendo amor, seja onda também, para o surfista que vem de longe e para aquele que só atravessa a rua. Que esse mar de amor se faça alimento para a rede que busca a pesca. E que habite nele o sonho, da onda perfeita, da rede farta, do mergulho antes intocável, do canto da sereia... O sonho de uma boa jornada, da vida plena e da aventura compartilhada.

Maré cheia e maré rasa, cada uma para a sua lua. E que sendo noite, seja um mar-espelho, tudo compreendendo no reflexo de quem se dá. Ah! O mar... Ah! Amar... É só mergulhar e deixar acontecer... Mas tem sempre alguém que tem medo. E aí, estraga tudo. E quando estraga, já não adoro.

Adoro mesmo quando, na história, tem gente que mergulha... E se deixa navegar... Já disse antes: não curto águas rasas, embora esteja aprendendo a ver beleza em tudo. Mas curtir mesmo, não curto. Nem águas rasas e muito menos, gente rasa. De resto, adoro é ser surpreendida.

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