quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A paz ao meu lado


O que escrever nos dias de plenitude? Como dizer de forma doce e poética que estou em paz? Se a própria paz já é azul e preenche com mansidão meu ser inteiro, como fazer poesia se a poesia agora faz morada em mim? Apenas me lagarteio ao sol, deixo a luz do dia entrar e aquecer a minha alma. Não almejo nada mais.

Pés na areia, caminho ao som das ondas. Como é bom respirar e caminhar sozinha! Ainda ontem vi uma moça bem mais jovem que eu e que não podia fazer isso sem ajuda. A autonomia é uma prece para mim... Que elevo aos céus com muita alegria e gratidão. Coisas simples que tornamos mecânicas e não valorizamos. Não com a ênfase que devíamos, ao menos.

Por isso, e por tantas outras coisas que agora não penso em escrever, é uma dádiva quando somos visitados pela paz. E assim sendo, vou ali na padaria comprar pão fresquinho, bolinho de chuva e outras delicinhas, pois vou aproveitar para tomar com ela um cafezinho. Quem sabe, ela não deixa de ser visita e resolve morar aqui para sempre? 

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