terça-feira, 12 de junho de 2012

Ode ao amor


Não vou me encolher no dia de hoje. Não quero deixar essa página em branco. Quero registrar aqui meu amor ao amor. Isso mesmo: amo o amor! Em um dia onde as vitrines são celebradas, a cor vermelha exaltada como marca de sedução, a necessidade do amor extraordinário surge como apelo. É um tal de gente se desdobrando daqui e dali para conseguir uma reserva no restaurante mais badalado, o presente mais isso, o sei-lá-o-quê-mais-aquilo, que me cansa! Na megalomania comercial do amor, quase passa despercebido, ali no cantinho, o tal do amor. Encontre-o quem puder!

Ele mesmo, o inicio, meio e fim de tudo, quase nem se vê. Corre-se para comprar o presente criativo, fazer a surpresa romântica, imprimir o tom especial ao dia, que traz o enamorado ao palco, o super-especial ser amado, quase idolatrado, salve, salve. Mas sinceramente, não sei bem o sentido disso tudo. E sozinha que estou, sem namorado, mas enamorada pela vida e em muito boa companhia de mim mesma, fico pensando sobre isso, afinal, penso pra caramba, sobre tudo, rs! 

Um amigo, fanfarrão que só ele, me disse que os nascidos em março são fruto de um bem sucedido dia dos namorados. Fiquei feliz com a notícia, nunca tinha me dado conta desta matemática! Porque, de repente, me fez lembrar que não é o hoje o que mais importa. Sou fruto disso, do dia-a-dia, de um dia de há muito tempo. E isso faz de mim um ser de amor e consciente do amar diário.

Porque o amar diário é também o amor em meio a rotina. E quando se tem problemas também. Amar na balbúrdia do trânsito. Amar tendo que rebolar para cumprir as obrigações do cotidiano. Amar quando você está até de saco cheio do outro, porque no fundo está até cansado de si mesmo. O que quero dizer é que amar na fantasia de um dia é fácil. Amar no isolamento e na clausura de um mundinho privado também. Difícil é amar todo dia, convivendo com os defeitos e com a mochila de imperfeições que o outro tem, que todo mundo tem, e que o mundo ao redor traz para a relação. 

Quer saber? Grito! Grito que sou capaz. Mas meu grito não significa que estou disposta a tudo. Muitos estão. Muitos não. Pertenço a este último grupo. E meu grito não é um sinal de histeria, mas um hino à liberdade. Porque estou disposta a trocar. Curtir, comentar, compartilhar, com o convívio real de um outro alguém. É assim que acredito no amor. É assim que amo o amor. É assim que o desejo para mim.

No momento certo, talvez eu tenha um amor pra vida toda. Se não tiver, quero ao menos alguém para 24 horas. A cada dia, e não necessariamente um alguém novo. Pois às vezes renovo meus votos para mais 24 horas. E de renovação em renovação acabo caminhando um bom trecho junto. Sem a pretensão inicial de algo perfeito. Mas apenas algo possível, com sentimento e tesão, muito tesão, porque desconheço amor que caiba em si.

Aos que vivem assim, um amor consciente, de um dia de cada vez, um feliz 12 de junho. Aos que vivem um conto de fadas, um feliz dia também: contos de fada são necessários; ensinam lições a quem os vive e a quem os assiste. E a vida é tão bonita com contos de fada... Aos que estão sozinhos, sintam-se em paz, não há nada para se encolher, recolher, esconder, nem também bradar orgulhosamente. Cada um só faz o que quer. O amor esta aí todo dia mesmo, hoje e só um... um marco, vamos assim dizer. 

O importante, todo mundo já sabe, chovo no molhado e não me importo, é ser boa companhia para si mesmo. E bem, você pode também se dar um presentinho hoje, afinal só faz bem. Amanhã tudo volta a ser... como antes! Amor-amor. Fantasia-fantasia. Solteirice... bem, solteirice sempre tem fim. Ainda que temporária. Nessa sucessão de coisas temporárias que é a vida, é de um bem enorme namorar. Super indicado para influenciar positivamente o bem estar. Ainda e principalmente, se for uma estória daquelas de tirar o fôlego, de fazer amar até debaixo d'água. Um viva ao amor! E a uma vida sem medos! Sem medos de se relacionar. 

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