domingo, 17 de junho de 2012

Apnéia




Encho o peito de ar. Prendo a respiração. E dou o primeiro passo.

A seguir, lanço-me. Em plena pausa respiratória.

Mergulho.

Profundo.

No abismo de não saber o que virá.

Até nada mais enxergar.

Até tudo o mais sentir.

Sentir ao extremo.

O frio.

O fio. Da vida e da morte.

Água a me envolver.

Seu colo... como parte da natureza...

E eu em outros passos de tudo fazer.

Sem respirar.

Sem precisar.

Sem mais nada desejar que já não tenha.

Êxtase. Ainda em pausa a respiração.

E por fim, a hipóxia.

Efeito alucinógeno da emoção.

E a morte.

Morre.

Morre em mim, a razão.

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