quarta-feira, 27 de junho de 2012

A dúvida que paira no ar


Se eu te olho e você me olha... nós olhamos um ao outro?
E quando eu te toco? Você me vê melhor?

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Poema do Amanhecer do Dia


Sua janela tão bela
Expande a luz
Que adentra meu ser.

Janela-varanda
Varanda-janela
Abraça meu querer.

Olhos de amor
Encantos de vida
No perfume da flor.

Sou sonhos
Inteira
Explosão secreta, ardor.

Cheiro de mar
E meus sentidos afloram
É tudo ebulição...

Vejo, ouço e percebo
No toque, no gosto
A puríssima emoção.

Fantasias e devaneios
Quando penso em você
Quando olho a sua janela.

Janela-varanda
Varanda-florida
Florida-iluminada.

Bela...
E nasce o sol!

domingo, 24 de junho de 2012

Noite de São João


Já noite alta, lendo coisas diversas de pessoas diversas numa rede socialmente aleatória e alheia ao que importa, dei-me conta: é noite de São João! "O céu fica todo iluminado, fica todo estrelado, pintadinho de balão...". Mas balão agora não é politicamente correto, e reza a cartilha que temos que ser politicamente corretos. Não, não estou defendendo a idéia de soltar balões, antes que alguém diga que o estou. Apenas, sou avessa a regras, e permito-me sentir saudade da minha infância, em que, festa de são João, tinha balão. Ponto. Mas tudo bem São João sem balão.

O que não pode faltar é quadrilha, bem dançada, muito animada, vestidos coloridos das damas, cavalheiros com remendos nos ternos e chapéus de palha. Anarriê! Mas bem, por aqui não é fácil achar uma festa assim. Nos colégios somente, onde as crianças se apresentam, levam seus pais, é aquele boom de fotos e filmagens, todos se acotovelando para o melhor clique de seu filho. E quantos filhos... cada um de uma família, aquele apinhado de gente, o programa vira uma chatice: espera-se o momento do palco. A festa junina pela festa junina está em segundo plano Enfim, talvez seja possível um São João sem quadrilha. Lá perto da minha casa de infância mesmo tinha uma festa assim. Sem quadrilha. Mas com fogueira.

Isso: o elemento principal é a fogueira. À meia-noite, do dia 23 para o 24, a fogueira era acesa e os que tinham fé em São João atravessavam a dita cuja descalços e não queimavam seus pés. No dia seguinte, era o maior comentário na cidade... "Fulano atravessou a fogueira ontem, você viu?". Eu nunca vi. Ninguém. Naquela época eu era criança. E quando eu era criança, meia-noite era muito tarde. Não era horário para criança estar acordada. De maneira que nunca vi uma coisa dessas, e lamento profundamente... 

É, quem viu, viu! Quem não viu... Porque agora, verdade seja dita, acho que nem balão, nem quadrilha, nem fogueira, nada disso tem em festa junina. Se bobear, nem São João comparece à festa dele mesmo. É a morte total e plena do nosso folclore. O que temos por aqui é um corredor de barraquinhas, com comes e bebes de toda a ordem. Isca para o consumo, pura e simplesmente. E por falar em isca, é verdade, costuma ainda ter pescaria. Claro, ora essas! Pois se o objetivo é consumo... 

Eu queria muito que aquelas festas que ainda se vê no Nordeste do Brasil se mantivessem presentes em todo o país. Porque gosto da idéia de que as tradições de um povo não morrem... Mas também sei que, para isso, esse povo precisa estar mais pronto para se reconhecer - e se auto-enaltecer - em seus costumes.      Só para espantar esse saudosismo todo para bem longe, bem que são João podia se fazer presente hoje, aqui e agora, e "acender a fogueira do meu coração". Já que as outras coisas estão se perdendo...

sábado, 23 de junho de 2012

Vestido de deusa - Momentinho fashion


Ai, que eu amo com todas as três letrinhas os vestidos do Elie Saab! Super vaporosos, românticos até o último ponto, repletos de rendas, babados, aplicações, ou tudo junto, eles são simplesmente o máximo. Máximo mesmo, inclusive no precinho, que não é para simples mortais. Um curtinho, simplesinho, tá em torno de, ouvi falar, 10 mil euros. Um longo então... Mas deixa eu sonhar, vai! Precisava de uma costureira urgente, só para copiar todos eles, rs. E claro, convites incríveis para ir a festas mais incríveis ainda e poder usar os vestidos longos copiados da costureira, rs. Esse azul aí é de fazer qualquer mulher se sentir uma deusa. Ainda que a festa não seja no Olimpo. E como eu sou muitas, já disse isso por aqui, hoje estou dando espaço para o meu lado deusa. 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Sobre encontros - e também desencontros



"Tudo o que você procura, também te busca", me disse alguém, certa vez.
Chega um dia em que, tal qual pergunta e resposta, chave e fechadura, queijo com goiabada, ocorre o encontro. Chega esse dia? Mas e se nunca acontecer o encontro? O que terá acontecido? A pergunta estaria errada ou a resposta seduzida por outras indagações? 

Bem, isso eu já não sei dizer... arrisco um pitaco somente, que isso sim, eu posso fazer aqui: dar pitaco à vontade! E eu diria que alguém se equivocou, nesse caso. O que eu desejo mesmo, é que, com ou sem equívoco, sejam todos felizes. Que a procura encontre o que busca e a busca alcance o que procura. Enfim, adoro encontros!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Rio+20


                                                          Foto de Rachel Rebula - Peixes feitos com garrafa pet na praia de Botafogo

Às vezes não consigo passar incólume a certas coisas. Não consigo pensar em poesia, fantasia, em lirismo, quando a realidade está tão desnuda e sangrante. E como o blog aqui é contemporâneo, antenado, descolado e politizado (nossa, quantas qualidades enumeradas por "mimself", rs!), tenho que falar da Rio+20! 

Isso mesmo, meu povo! O Rio fervilha em passeatas, em manifestações, em gente de todo o lado bradando uma voz que estava calada. O mundo todo está aqui na forma de chefes de Estado e de gente comum. E pelo andar da carruagem, que logo vai virar abóbora, nada muito sério vai ficar definido do ponto de vista do compromisso das nações. Precisávamos de resoluções com sério comprometimento ambiental, mas parece, por enquanto parece, que muito pouco vai mudar. Mas sempre alguma coisa fica. 

E para mim, fica o debate. Fica o assunto remoído na mente de cada ser humano. Fica um ponto de interrogação que cada um tomou para si sobre o que fazer para viver uma vida com menos impacto no planeta. Água, ar, clima, lixo, atitudes ecossustentáveis, fontes de energia renováveis. Todos os temas à tona. E que todos os temas tornem-se práticas diárias em nossa vida, para manter nosso querido planeta Terra essa coisa linda, azul, azul, azul. Ah, como eu queria, só uma vezinha, poder ser astronauta!

terça-feira, 19 de junho de 2012

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A tela


Pincel de magia
pinta de alegria
o cinza dos nossos dias.

E enquanto o mundo sonha
dança sobre a tela
e numa linda aquarela
desenha o mistério...

Mistério da vida que aparece,
da flor que cresce,
do amor que permanece,
das palavras...

Dança pincel!
E sobre a tela
desenha o meu pensamento...

domingo, 17 de junho de 2012

Apnéia




Encho o peito de ar. Prendo a respiração. E dou o primeiro passo.

A seguir, lanço-me. Em plena pausa respiratória.

Mergulho.

Profundo.

No abismo de não saber o que virá.

Até nada mais enxergar.

Até tudo o mais sentir.

Sentir ao extremo.

O frio.

O fio. Da vida e da morte.

Água a me envolver.

Seu colo... como parte da natureza...

E eu em outros passos de tudo fazer.

Sem respirar.

Sem precisar.

Sem mais nada desejar que já não tenha.

Êxtase. Ainda em pausa a respiração.

E por fim, a hipóxia.

Efeito alucinógeno da emoção.

E a morte.

Morre.

Morre em mim, a razão.

Que faltava esse...



Que faltava esse... um post que falasse de agradecer... Só para agradecer, sem ser uma frasesinha de obrigada sobre outro assunto. O obrigada como tema exclusivo, fim, objetivo, meta, sem mais nenhum outro propósito!

E que dia lindo que se levanta hoje (obrigada!), com um sol lindo (obrigada!)... um céu azul (obrigada!)... o calçadão e a praia me esperam para uma atividade física básica... pois que posso: tenho pernas que andam, braços que se movem, coração que bate, olhos que vêem, cérebro que sabe o caminho de chegar lá sozinha sem ajuda, por meus meios... ah! Obrigada!

Obrigada pelo ontem... que terminou triste, mas que foi um dia lindo também... Tudo é possível nessa vida, e a possibilidade de tudo ser possível me faz agradecer. Agradeço inclusive a tristeza no fim... Porque se ficamos tristes na partida de alguém é porque esse alguém nos fez bem enquanto estivemos juntos, seja num lindo dia como ontem... seja quando a partida é para sempre, dessa vida, e assim sendo, o obrigada à oportunidade de ter convivido com um ser que me permitiu experimentar agora esse sentimento chamado saudade, que para sempre se fará presente a sufocar... 

E a mim é dado um novo dia. Sigo adiante. Um dia que pode não terminar. Pois acordei hoje com um senso enorme de minha transitoriedade por esse mundo. E obrigada por isso! Obrigada aos amigos de todo o dia, da infância, da adolescência, da vida inteira, da faculdade, do trabalho, das viagens, pessoas com quem tenho trilhado meu caminho e compartilhado experiências - profundas e superficiais, porque tudo é necessário - e que me ajudaram a ser quem sou hoje.

Obrigada aos meus antepassados todos... que deixaram nascer seus filhos, que mudaram de terras, que saíram da França e foram ao Líbano, e que séculos mais tarde saíram do Líbano e vieram para cá, e encontraram uma galera que tinha saído de outros tantos cantos, e que hoje, sou eu neles...

Ah, que vontade de agradecer toda vida, por muitas linhas, enquanto Adele canta lindamente... Mas o sol está ali fora, entrando aqui na sala e sorrindo para mim... Ele me chama e eu vou lá: praia!

sábado, 16 de junho de 2012

A lágrima que não se vê



O coração é a sede da alegria. Diz assim a medicina tradicional chinesa. Mas há momentos em que ele chora. E a esse chorinho doído, de apertar lá dentro e escorrer uma lágrima que não se vê, chamo de tristeza. E há pouco, a tristeza chegou num telefonema... Minha amiga Vera faleceu. Há 15 dias. Ninguém me avisou.

Mas como eu não sabia de minha amiga? Simples: há pessoas que não vemos sempre, mas que sempre chamaremos de amigo. E lembro-me das poucas vezes que nos vimos mas da empatia que tivemos. Trabalhávamos na mesma empresa, uma multinacional, e ela era lotada numa unidade na África. Tivemos um seminário pesadíssimo, encontro de sei lá quantos dias, dia inteiro, todo mundo internado num hotel, para... trabalhar! Discutir resultados, estabelecer metas, um sem-fim de coisas. E Vera fez uma palestra, apresentou seu trabalho em paralelo à empresa, um esforço belíssimo em fornecer conhecimento e educação sobre AIDS...

Ela era dessas pessoas iluminadas, sempre sorrindo, muito culta, astral bacana, simples toda vida, e uma sacada rápida do outro que me impressionou. Quando a conheci eu estava num processo de investigação de doença, muito magra, mas super firme na cabeça. No ano seguinte, eu já tinha resolvido tudo, voltado ao meu peso normal, e ela, muito perspicaz, me disse que eu estava linda, queria saber o que eu tinha feito para... crescer!!!! Que eu estava enorme, alta!

Ela era incrível! Pois na verdade, aquele processo me manteve com a mesma estatura, me devolveu o peso normal, mas me fez crescer como gente, em atitude, em saber ocupar o lugar meu, em ser notada no que faço. E era isso, esse crescer, que ela falava rindo, brincando, como se estivesse se referindo à altura do meu salto. Depois disso, encontrei com ela 2 outras vezes. Sempre, uma alegria encontrá-la. E eu soube hoje, que, em abril, estavam algumas pessoas combinando uma saída aqui no Rio, e ela disse: "_Lembrem-se de chamar a Cris para o nosso chopp!". E ela adoeceu, e não teve chopp, e ela se foi, e eu não a vi mais, e só soube agora...

Triste porque meu lado humano e egoísta não pode abraçá-la. Triste porque não pude brincar e rir alto com ela mais uma vez. Triste porque não me lembro se disse o quanto a admirava e tinha carinho por ela. Triste porque às vezes não há uma segunda chance. Espero que meu anjo entregue a ela o meu recado de saudade, onde ela estiver. Mas eu agora, vou ligar para meus pais - ela tinha idade para ser minha mãe - e dizer o quanto eles são importantes para mim. Porque é óbvio. Mas o óbvio também precisa ser dito.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Pandora, senhora de sua caixinha


Que adoro mitologia, isso é sabido de todos que me conhecem. Mas o que quase ninguém sabe, é que Pandora e sua caixa exercem sobre mim um fascínio imensurável. Hoje porém, acordei com mil pensamentos filosóficos. Sem o menor propósito, bluft! Veio em minha mente, essa coisa da caixa. E subitamente, a esperança, que sempre resta, e sempre cultuada como a moral da história, o ponto alto do enredo, o estímulo para lembrarmos de seguir em frente, perdeu um pouco do encanto. 

De repente, percebi algo maior que a caixa e a esperança. Percebi que Pandora, uma egocêntrica repleta de futilidades, sempre olhou para a caixa e somente para a caixa: o seu umbigo. E quando se olha somente para si, para o próprio umbigo, todos os males são levados ao mundo: ao mundo ao redor de si. Quando tive esse insight, com todo este cenário desenhado, vi o embotamento que envolvia nossa antagonista. Pandora não passa de uma vilã focada em guardar coisas para si, em colecionar pseuso-virtudes, em manter presa a esperança no fundo da caixa. Pandora olha para dentro. Vê somente a si. Busca salvar sua única possibilidade, a bendita esperança. E para isso, vive na caixa.

E seria bom se alguém dissesse para ela: "Pandora, fofa, sai dessa! Se somente esperança sobrou em sua relíquia dos deuses, vamos acertar uma coisa: olhe para fora da caixa, pense fora dela, saia dela". Sim, porque é tudo tão mais amplo do lado de fora que, se há males, há também outros bens. Há flor, há cor, há amor, há dor, tudo com rima, e ainda assim sem a menor graça às vezes. Mas só alcança a satisfação, momentânea digo-lhe logo, aquele que ousa, que se arrisca, que procura ver o ângulo da maneira que ele ainda não foi visto. Menina, deixe de ser tolinha. Se a caixinha agora é sua, não interessa se há nela esperança somente. Que bom que há! Mas vá em busca das outras coisas. Olhe ao redor. Há muito além de esperança, do lado de fora...

Foi isso o que pensei hoje, sem querer... Bem, talvez eu tenha sido a única pessoa que levou tanto tempo para entender o que todos já tinham entendido. (Só eu que não tinha pensado assim? Agora me parece tão óbvio, rs). Mas fiquei muito feliz em ver que um mito tão antigo, tão conhecido meu e seu, pode ter uma interpretação nova, agora transformando a caixa em sua própria pessoa e fazendo dessa pessoa alguém que olha não somente para si e para o que sobrou dentro de sua alma, mas para o mundo que está ao seu redor. Um mundo que está aí, cheio de oportunidades, e que se abre a cada instante. Mas apenas para quem pensa fora da caixa. 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Camadas de mim


Deliciosamente me desfaço da casca que envolve o meu ser. Uma casca já endurecida, calejada, que me afasta do sentir livremente. Desejo a liberdade ardentemente, e porque a desejo, não a quero prender. Quero-a livre, com suas risadas altas, numa graça de fazer doer a barriga de tanto rir. Deixo a casca velha para trás. Abaixo dela, minha segunda camada se expõe. Tenho várias outras camadas. Ainda bem. Assim, posso continuar minha vida, sem escapes.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Ode ao amor


Não vou me encolher no dia de hoje. Não quero deixar essa página em branco. Quero registrar aqui meu amor ao amor. Isso mesmo: amo o amor! Em um dia onde as vitrines são celebradas, a cor vermelha exaltada como marca de sedução, a necessidade do amor extraordinário surge como apelo. É um tal de gente se desdobrando daqui e dali para conseguir uma reserva no restaurante mais badalado, o presente mais isso, o sei-lá-o-quê-mais-aquilo, que me cansa! Na megalomania comercial do amor, quase passa despercebido, ali no cantinho, o tal do amor. Encontre-o quem puder!

Ele mesmo, o inicio, meio e fim de tudo, quase nem se vê. Corre-se para comprar o presente criativo, fazer a surpresa romântica, imprimir o tom especial ao dia, que traz o enamorado ao palco, o super-especial ser amado, quase idolatrado, salve, salve. Mas sinceramente, não sei bem o sentido disso tudo. E sozinha que estou, sem namorado, mas enamorada pela vida e em muito boa companhia de mim mesma, fico pensando sobre isso, afinal, penso pra caramba, sobre tudo, rs! 

Um amigo, fanfarrão que só ele, me disse que os nascidos em março são fruto de um bem sucedido dia dos namorados. Fiquei feliz com a notícia, nunca tinha me dado conta desta matemática! Porque, de repente, me fez lembrar que não é o hoje o que mais importa. Sou fruto disso, do dia-a-dia, de um dia de há muito tempo. E isso faz de mim um ser de amor e consciente do amar diário.

Porque o amar diário é também o amor em meio a rotina. E quando se tem problemas também. Amar na balbúrdia do trânsito. Amar tendo que rebolar para cumprir as obrigações do cotidiano. Amar quando você está até de saco cheio do outro, porque no fundo está até cansado de si mesmo. O que quero dizer é que amar na fantasia de um dia é fácil. Amar no isolamento e na clausura de um mundinho privado também. Difícil é amar todo dia, convivendo com os defeitos e com a mochila de imperfeições que o outro tem, que todo mundo tem, e que o mundo ao redor traz para a relação. 

Quer saber? Grito! Grito que sou capaz. Mas meu grito não significa que estou disposta a tudo. Muitos estão. Muitos não. Pertenço a este último grupo. E meu grito não é um sinal de histeria, mas um hino à liberdade. Porque estou disposta a trocar. Curtir, comentar, compartilhar, com o convívio real de um outro alguém. É assim que acredito no amor. É assim que amo o amor. É assim que o desejo para mim.

No momento certo, talvez eu tenha um amor pra vida toda. Se não tiver, quero ao menos alguém para 24 horas. A cada dia, e não necessariamente um alguém novo. Pois às vezes renovo meus votos para mais 24 horas. E de renovação em renovação acabo caminhando um bom trecho junto. Sem a pretensão inicial de algo perfeito. Mas apenas algo possível, com sentimento e tesão, muito tesão, porque desconheço amor que caiba em si.

Aos que vivem assim, um amor consciente, de um dia de cada vez, um feliz 12 de junho. Aos que vivem um conto de fadas, um feliz dia também: contos de fada são necessários; ensinam lições a quem os vive e a quem os assiste. E a vida é tão bonita com contos de fada... Aos que estão sozinhos, sintam-se em paz, não há nada para se encolher, recolher, esconder, nem também bradar orgulhosamente. Cada um só faz o que quer. O amor esta aí todo dia mesmo, hoje e só um... um marco, vamos assim dizer. 

O importante, todo mundo já sabe, chovo no molhado e não me importo, é ser boa companhia para si mesmo. E bem, você pode também se dar um presentinho hoje, afinal só faz bem. Amanhã tudo volta a ser... como antes! Amor-amor. Fantasia-fantasia. Solteirice... bem, solteirice sempre tem fim. Ainda que temporária. Nessa sucessão de coisas temporárias que é a vida, é de um bem enorme namorar. Super indicado para influenciar positivamente o bem estar. Ainda e principalmente, se for uma estória daquelas de tirar o fôlego, de fazer amar até debaixo d'água. Um viva ao amor! E a uma vida sem medos! Sem medos de se relacionar. 

sábado, 2 de junho de 2012

A música que caminha pela rua


O dia amanheceu preguiçoso, eu em perfeita harmonia com ele. Devagarinho o sol foi saindo, beijando a manhã que insistia em se levantar. Devagarinho fui me levantando também, tomei um café gostoso, pão quentinho com manteiga derretendo. Mas não beijei ninguém. Como o sol, saí.

Verde! Preciso de verde, do cheiro de planta, da cor, da natureza me rodeando. Fui buscar verde, fui ver vida silenciosa, vida que fala baixinho na voz de pássaros cantando, folhas caindo, o riacho que passa ali pertinho. Mas dessa vez, passava pertinho dali um som de violão, vozes doces cantando baixinho entre risos... Fomos nos aproximando, eu e a música, e o som se fez ouvir melhor... 

Tem coisas no cotidiano que me emocionam. E aquela cena acertou em cheio meu dia preguiçoso de felicidade. Um grupo de amigos passava por ali, um tocando o violão e os outros todos, uns 7, talvez 8, 9, não sei bem, cantando alegres. As pessoas em volta olhavam e sorriam. Alguns paravam para vê-los passar. E é bem assim a vida, não é? Quanta gente há nesse mundo que faz a diferença! E às vezes, a diferença consiste em algo tão simples... Mas que traz alegria para até quem nem se sabe existir.

E por falar em existir, gosto de viver assim, gosto de gente assim: gente que vive a sua existência com prazer, fazendo o que tá a fim; que não se importa com o que os outros vão pensar, mas que respeita o espaço do outro. Porque há os que não existem, há os que representam para exercer domínio, há os que se auto-desrespeitam para se sentirem incluídos. Bem, há um monte de coisas por aí. Há muito lixo, e não quero falar deles. 

Eu não sou feliz todos os dias, já devo ter dito isso antes, mas se não disse, aqui está. Só que adoro quando sou pega assim, num dia como hoje, com a sensação de estar amanhecendo também... Adoro ser pega de surpresa com atitudes que mostram que a vida se renova. E para fazer uma confissão, aqui dentro de mim, hoje, amanheceu um desejo tão forte e uma força de lutar que eu já imagino onde isso tudo vai dar!