sexta-feira, 25 de maio de 2012

A torneira das minhas idéias


Preciso abrir a torneira das minhas idéias e deixar vir, sem contenções, o fluxo de palavras que traduzem o meu sentir, o meu pensar, o meu agir. Preciso abrir a torneira das minhas idéias. Não aquelas idéias que se fazem sonhos e logo se vão, sem trazer nenhuma mudança que me acrescente. Mas aquelas que começam a tomar um vulto imenso e, de repente, se fazem verdade nos recantos escancarados de minha alma. E que estando aberta essa torneira, dessas idéias, essas verdades me atinjam por inteira, e me tornem cada vez mais forte, mais doce a cada instante, mais segura de minhas inseguranças e fragilidades, e por isso, mais dona de mim do que sequer pude imaginar. Porque idéias são só idéias. Mas plantam desejos. Que abrem novos rumos. Que criam caminhos diferentes. Que conectam pessoas. E que os desejos, rumos, caminhos e pessoas, consequências das idéias, venham a agregar mais e mais. E que o carinho, o afeto, o abraço, a risada, o ombro amigo, o colo na hora da lágrima, o cheiro de infância que foi, o perfume do dia que amanhece e abre o presente da vida, estejam nessas idéias. Que são só idéias. Mas que deixam de ser só idéias quando traduzam... emoção. Sim, eu quero a torneira toda aberta, sem contenções, por favor. Nada de economias. Eu não economizo vida.

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