segunda-feira, 7 de maio de 2012

O inexplicável de Tiwanaku


Não, eu já voltei da Bolívia. Sim, eu não paro de falar dela, de pensar nela, de rever as fotos dela. Quero  contar. Contar tudo de lá. Poetizando cada instante. Cada passo que dei, cada inspiração que tive, cada toque que dei. O Espírito dos Andes vive em mim também. Agora, preciso contar o que vi. Preciso tornar conhecido o que é tão desconhecido aqui. Quero traduzir os encantos de suas histórias e lendas. Propagar. Megafone.

Tiwanaku. Um dos maiores mistérios da humanidade. A civilização com maior longevidade na história do mundo e que desapareceu ninguém sabe como. Não foi guerra. Talvez, supõe-se, tenha sido uma alteração climática, com elevação do nível do Lago Titikaka e uma inundação. O lago está hoje a 20 km de lá. Mas as escavações das ruínas de Tiwanaku mostram sedimentos do lago naquela região, o que apóia essa teoria. 

Vi as peças escavadas de lá. No museu lá e no museu de La Paz, onde há um sem fim de peças em ouro que muito fazem lembrar os adornos usados pelos egípcios, como mostrados nos filmes. Tudo magnífico. E datado de 1500 aC a 1500 dC. É de entender a piração do  Erich Von Däniken, autor de "Eram os Deuses os Astronautas?". Ele esteve em Tiwanaku, depois escreveu o livro, segundo o guia. Eu também estive. É louco. A pergunta que fica na cabeça o tempo todo é: Como? Como?

Pirâmides, calendários perfeitos, posição dos astros, cruzeiro do sul que se projetava na cruz andina da pirâmide, blocos de pedra de mais de 100 toneladas. Algo de muito evoluído, de muito avançado, acontecia ali. E sem nenhum vestigío de uma ferramenta que possibilitasse esse avanço. Como? Não saía da minha cabeça a pergunta. Toquei os blocos. Pisei em pedras. Observei por trás da lente da câmera. Registrei inúmeros ângulos. Acima de tudo senti. Senti o vento, o cheiro da chuva, o sol forte com frio, nuances das várias manifestações climáticas de um local que Platão pensava ser a Atlântida perdida. 

Mais místico e esotérico, impossível. Mais misterioso e repleto de história encoberta, também. Escavar é necessário. Escavar até o centro da Terra, se for. Mas deixar vir à superfície essa civilização tão SulAmericana quanto eu sou, tão desconhecida quanto eu sou. Os tiwanakotas que fizeram aquela história merecem ser descobertos. Ancestrais dos incas. Habitantes dos Andes. Fortes por natureza. De inteligência e conhecimento primorosos. E em meio a todas aquelas ruínas, em meio a tanta história, em meio a tanta conexão minha com esse universo visível e inexplicado, fica ainda uma pergunta: Como?

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