terça-feira, 1 de maio de 2012

Juventude eterna


E eis que fui para a Isla del Sol. Não poderia deixar de ir até lá, cercada de mistérios e lendas que é. À parte o  imaginário coletivo, de palpável mesmo é que a ilha é belíssima. Senti a maior pena de não ter mais tempo para fazer o pernoite lá, caminhar por toda sua extensão, curtir aquela natureza toda. Uma viagem curta, que fiz num de repente de precisar, porque se é preciso, há que se fazer e faço.

Retomando o pensamento, rs... Sim, os incas estavam lá, por toda a parte. Não se foram, nunca irão de lá, eu creio. Seus vestígios, suas construções, seu legado, lá estavam... Pedra sobre pedra perfeitamente encaixada, desnecessário o cimento ou qualquer liga para conectá-las para sempre. Amei a Escalera del Inca! Cercada de vegetação, de flores, de uma beleza rara. 

Fiquei pensando nas pessoas que vão até ali, assim como eu, em busca desse encontro, todos os dias, saindo de barcos como o que eu fui. Viajei sozinha, é verdade. Mas encontrei pessoas no caminho. E todos tinham nos olhos o mesmo brilho de encantamento. Todos partilhando um mesmo quê de atração por essas terras. É fácil reconhecer algo quando esse algo existe em si mesmo.

Mas a Fuente del Inca, essa, promessa da juventude eterna, não passou incólume por mim e por minha recém-amiga de infância argentina, não... Lavei-me em suas águas, no rosto, para que o botox passe bem longe de mim e nunca venha se fazer necessário, embora minha dermato diga que eu já poderia fazer um pouquinho, preventivo, suavizando as linhas de expressão para que não se aprofundem... Mas sempre penso: suavizar minhas linhas de expressão? Suavizar as marcas de minhas emoções? Não, não quero. Se a juventude não é eterna, não é para menos. Ela se vai e nos traz... vida vivida! Um brinde à juventude: uma foto da fonte!


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