quarta-feira, 2 de maio de 2012

Isla de la Luna


Essa, ao longe, entre o lago e a cordilheira, é a Isla de la Luna, vista da Isla del Sol. Quem acompanha o blog deve ter percebido o quanto gosto de lendas com o sol e a lua. Sou vidrada no céu, nos astros, nas estrelas. E nesse meu caminho de quase peregrinação, um mergulho no espírito dos andes, encontrar uma civilização que se representava pelo sol e pela lua em ilhas, foi algo de grande! 

Na Isla de la Luna moravam as mulheres. Não sei bem qual o critério para que elas morassem lá. Mas é como se fosse um centro de aperfeiçoamento, onde as mulheres que lá residiam eram ensinadas sobre as mais diversas tarefas. De tempos em tempos o Inca  (com letra maiúscula era o inca imperador) ficava hospedado na Isla del Sol, a ilha dos homens, e ia lá na Isla de la Luna para escolher as mulheres que levaria com ele para Cuzco. Escolhia as que bem queria, para cozinhar, tecer, para esposa, quantas quisesse.

Estranho e ao mesmo tempo magnífico estar ali, sabendo o que acontecia naquelas ilhas, a dominação masculina levando a subserviência feminina. Talvez mais estranha ainda a minha percepção do tempo... A natureza continua lá, intacta, resistente e alheia a tudo, a incas, aymaras, espanhóis, bolivianos, argentinos, brasileiros, israelenses, alemães, franceses... Para a natureza, tudo é primavera, verão, outono e inverno, que se sucedem indefinidamente. Não importa os pés que nela andam. As flores estão lá. E isso é o que importa.

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