sexta-feira, 13 de abril de 2012

Hitchhiking


E como o clima é de viagem, um monte de pequenas coisinhas para ajeitar, como comprar umas pilhas pra fazer o Calvário na hora do pôr-do-sol em Copacabana, p.ex., lembrei de repente, do dia em que viajei de carona. Foi sensacional! E foi com o meu papai. 

Eu era adolescente, talvez uns 16 anos. Lembro-me daquela viagenzinha para a casa de vovô toda na baldeação. Um ônibus curtinho aqui, outro trechinho de ônibus até mais adiante, até que chegamos a um ponto em que não tinha mais como ir de ônibus. Acho que era um feriado. Meu pai não pensou duas vezes: 
_Vamos de carona!
_De carona? Como?
_De carona de carona, ué!? De caminhão.
_Obaaaa!!!! Nunca andei de caminhão!!!!

Rapidinho, estávamos nós dois numa scania imensa, numa cabine super alta. Eu ia vendo a estrada de um ângulo que nunca tinha visto antes: do alto! E adorei! E sempre é legal quando a gente tem a oportunidade de ver uma coisa a partir de uma nova perspectiva. 

Por isso, viver vale tanto a pena. Sem a troca de experiências, sem o contato humano, sem conhecer o ponto de vista que o outro adota, o mundo fica pequeno, a vida empobrecida. A riqueza está em viajar, comunicar-se, trocar, conversar aqui e acolá, saber como pensa e sente uma outra cultura. Viver é aventurar-se. Lançar-se ao desconhecido. Sem medos. E sem mais palavras. 

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