sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Chá verde


A energia do dia está estranha. É polícia de greve, gente assustada por nada - porque afinal há as do tipo que assustam com tudo -, várias ruas invertendo o sentido aqui no bairro, e um burbirinho tão fora do comum que até mudou o tempo e choveu. Eu sei, já tinha previsão de chuva, não choveu por causa da greve e das pessoas, mas é só pra ilustrar a instabilidade, percebe?

Só que aqui, no meu mundinho, nem me abalei. Segui o roteiro pré-estabelecido para hoje quase na íntegra. Enfiei-me numas havaianinhas e saí para ter meu dia de mulherzinha, porque mereço e porque adoro! Cabelo, unha, sobrancelha e massagem. Depil não, porque entrei na onda da definitiva e estou gostando bastante do resultado. E claro, compritchas: um vestido novo, porque eu já não tinha mais o que vestir, precisava muito de um.

O quase da programação é que eu ia dar uma saidinha pra dançar, mas minhas amigas estão querendo se poupar de sair sem polícia na rua. Também não me aborreci. Aproveitei a deixa para ficar em casa e curtir um descansinho no meu lar, que adoro, não sei se já disse. Procuro fazer dela um lar amoroso, de aconchego e carinho. Então, na contramão dessa vibração pesada de hoje, tô curtindo minha alimentação natureba aqui mesmo e vou alimentar, também, a alma com uma boa leitura, dormir longamente e feliz, depois de um dia inteiro dedicado a fazer somente coisas que gosto e para mim. Essa liberdade me agrada muito. E é a parte boa de não estar namorando, porque assim a gente só faz o que quer, sem ter que negociar nada. Mas namorar é bom à beça também. Estou sentindo falta, fato. Mas tudo tem o seu tempo e esse é o meu tempo de agradecer.

Agradeço a Deus, A alma do mundo, O Ser onipotente, onipresente, O que é, foi e sempre será, pelas múltiplas bênçãos derramadas em minha vida. Meus momentos todos são finitos, como finita é minha alegria e meu bom humor, minha tristeza profunda e minha raiva-ventania, inclusive há finitude na descrença que tenho do mundo e de todo o Universo às vezes. E eu agradeço. Porque o Ser amoroso que existe antes de tudo me toca e está tão perto que posso sentir Sua respiração em minha nuca. Afasto-O. Gosto de andar só por vezes. Visito sombras densas e de medo. Fantasio-me de muitas, pois todas sou e nenhuma é a que sou. A loucura transborda e vem pertinho de mim. Linha tênue.

E o dia, que era de pura contemplação do belo e de cuidado com a morada de meu espírito - o meu corpitcho faceiro - ainda me surpreende. Começo a escrever trivialidades e concluo com visões do eterno que me sondam. Ele ri de mim quando fico assim, rebelde com Ele. Não é um riso de escárnio, é aquele sorriso de Quem curte a minha teimosia e permite. Sou definitivamente livre. E estou com unhas lindas e cabelo de sereia hoje. Meu mar é sereno agora. E amanhã vou acordar cedinho, para comprar flores na feira. Amo!

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