quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Meus amigos ostras e suas pérolas - D3


Porque ninguém é todo bom e nem todo mal. E talvez porque eu também vire vampira às vezes e faça sangrar. Ou ainda porque não desisto sem antes lutar. Ou porque, apesar de lutas inglórias, eu morra. Fato é que a frase fez eco em mim:

"Nem Caim, nem Abel."

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Meus amigos ostras e suas pérolas - D1


Tudo o que é escrito aqui é de minha autoria. Mas ando mega-correndo nesses últimos dias, e não queria deixar o blog às traças. Mil coisitchas da vida profissional e pessoal me requisitando. Resolvi então que vou fazer esta semana uma homenagem aos meus amigos. É a inauguração de uma série, e eu tava louca pra fazer série, rs. Para isso, vou usar algumas frases incríveis desses amigos como posts aqui para o blog. Foram  proferidas em situações diversas, algumas escritas em redes sociais, outras do tipo filosóficas-à-beira-de-um-copo. Como não sei se eles/elas  vão se chatear ou não com a divulgação de seus nomes, opto por deixar anônimo. Portanto, que saibam todos que a autoria não é minha; se vierem reclamar os direitos autorais, coloco com a maior alegria, rsrsrs. Assim, começo essa semana de cão com uma frase assim:

" Existe um cão dentro de mim, que é a minha consciência."


Que seu cão seja muito doce com você essa semana!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Borboletas livres



Estava pensando em como surgem as idéias, em como é possível que pessoas tão diferentes tenham idéias tão semelhantes, enfim, pensava essas coisas, quando então tive um clarão metafórico sobre o assunto: idéias são como borboletas. Elas ficam por aí, voando, livres.

Há épocas em que não encontramos nenhuma. Já aconteceu assim comigo. Houve um período em que cheguei a pensar que as lindinhas tinham sido extintas. Mas não, não foram. Era eu quem andava por uma rota estranha. Mas há caminhos que são repletos delas. De todas as cores, da mesma cor, de muitas formas. Há territórios em que elas estão lá, presença fácil. 

Assim, para ter idéias, esteja no território delas. Mas cuidado. Há quem seja caçador de borboletas, e com uma parafernália apropriada, use equipamentos mil para prendê-las. Essas idéias geralmente fogem ou estão sem o brilho da vida. Para tê-las mesmo, incríveis, mirabolantes, intensas, vestidas da verdade, da pureza, da originalidade, idéias cristalinas, muito fácil: cultive flores. Seja florista, jardineiro, ou passeie por jardins. Elas virão, as idéias-borboletas. Livres. Ao alcance de quem estiver pronto a captá-las com a alma.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Puro charme e um algo a mais



Por favor, alguém aí me diz o que é o Johnny Depp!? O quê que ele tem, que charme é esse, que tudo é ele, que eu fico assim, toda vez que eu vejo um de seus filmes??? Definitivamente, com mãos de tesoura, pirata, numa fábrica de chocolate, turista, de dom Juan, qualquer coisa, ele é o máximo! E eu, fico assim, suspirando. Ahhhhh... Cheia de exclamações e reticências... 

E por falar nisso, em suspiros,  preciso mesmo listar os atributos que me fascinam em um homem. Sempre acho que quando a gente escreve, a coisa meio que se organiza e depois... quem sabe, se realiza?!  Mas outro dia... Porque hoje o dia é só dele, esse ator sensacional, que não transita pelo óbvio e que ainda é lindo. É tema de um post sim!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Bestiário de Aberdeen



Não sei se tenho palavras. Sei que as palavras continuam aí. Mas não as quero, acho. Só a imagem basta: a fênix na pira, prestes a ressurgir. Queimando. Símbolo do fim de um ciclo. Cinzas de um carnaval. Símbolo de um novo início. Afinal, é preciso morrer para ter um novo começo. Às vezes me sinto fênix. E quem nunca se sentiu assim?

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Um raro pôr-do-sol de carnaval



Presentes são presentes. Mimos que recebemos. Gesto de carinho, ato de bem-querer, brinde em forma concreta do apreço que se tem. Simples, caros, raros, inusitados, criativos, excêntricos, divertidos. Ou simplesmente, presentes. Presentes que nos fazem sentir amados. Porque é assim que me sinto quando sou presenteada: amada. 

E é aí que entra a baleia. Não agora, daqui a pouco. Já chego lá. Um dia de carnaval. Acordo cedo. Compromisso seriíssimo: bloco carnavalesco logo às 8 da manhã. Tenho que me fantasiar, maquiar, fazer toda uma produção. Antes, um bom café-da-manhã, que é para começar bem o dia, o que todo folião bem cartilhado sabe. Daí, é partir para a folia.

Folia, encontro marcado com a alegria. Algo que no outro dia comentei. Mas até então, não tinha me soado estranho. Porém, de repente, a tomada de consciência. E daí em diante, já não é mais possível voltar atrás. E tudo muda o sentido. Cada coisa passa a ser percebida de outra forma. Não havia marchinha que fizesse brotar um sorriso sincero em meu rosto, depois disso. Não fui capaz também de perceber um sorriso verdadeiro em nenhuma face.

No carnaval da democracia, onde todos podem brincar nas ruas com as fantasias que podem ter, não havia verdade. Só encontrei máscaras. A alegria, coerentemente, não compareceu ao encontro de ninguém que a esperava ali. Com ela, não se marca hora. Com ela, ou se faz amizade e se é visitado de tempos em tempos, ou melhor esquecer. E esquecer mesmo, porque não é real achar que vai haver uma alegria súbita de um minuto para outro só porque alguém decretou que é carnaval. Não funciona assim.

E vestida da minha fantasia, rodei, pulei, dancei, o paço imperial testemunhando toda a festa. Aliás, quem de fato testemunha tudo, desde sempre, é aquela árvore. Pelo diâmetro do tronco, imagino o quanto de história ela presenciou. E agora, era observadora da minha marcha e das marchinhas daquele carnaval. Um carnaval de fusão de sons e profusão de cheiros. Odores que vão dos preparos de alimentos mesclados às escórias humanas, como num mercado medieval.

Passei assim de personagem a espectadora da cena. Estou nela. Mas já não interajo. Observo e já não ando, perambulo, em busca de algo palpável ao qual me agarrar. A sensação da desilusão coletiva caiu em mim e senti essa dor como se minha fosse. Lembrei-me da minha prima, com seu filhinho recém-nascido para cuidar, em casa. Gente feliz não tem nada o que fazer no bloco, foi o meu pensamento ao final. Afinal, o bloco é mesmo uma grande ilusão.


E assim, a quarta-feira de cinzas chegou antecipada. Tudo culpa da minha lucidez, que esse é meu mal, e porque preciso culpar alguém por sentir-me peixe tão fora d’água. Então, eu a culpo. E para me lavar de toda essa estranheza, voltei para casa antes da hora, muito antes do que havia programado. Queria voltar a ter a minha alegria, a mesma que perdi no bloco. Fazia-se urgente despir-me daquele vazio, ou encher-me de uma emoção que me bastasse, para compor minha alegoria. Precisava ir à praia, ver o mar, sentir-me peixe novamente.
 
 
Fui embora. E meu novo destino tinha um lindo sol a envolver meu corpo, a aquecer meu coração. Encontrei uma amiga lá, papeamos longamente, rimos à beça, tarde agradável. Sol se pondo, levantamos e fomos pagar a conta. Quando chega o presente para mim: corre uma menina, e grita ao pai, que há uma baleia na praia.


“Não, não vamos embora agora, tem uma baleia na praia!”. Ouvi minha amiga dizer:“Tá maluca? Acreditar em conversa de criança? Ela está brincando! Como teria uma baleia na praia?”. Eu sabia que não estava maluca, que a criança não estava fantasiando. Olhei ao redor e percebi várias pessoas em pé, à beira do mar, bem próximas da água, umas apontando a direção, todas olhando para o mesmo lado. Parei. Olhei também. Esperei. Havia mesmo uma baleia!

Ela nadava de um lado a outro. Esguichava água, mergulhava, emergia das águas novamente. Por dentro, chorei. Sabe quando você chora por dentro? Já sentiu isso? Era lindo, e a mim não era dado saber mais nada. Um espetáculo de dança intenso. Podia ser a dança do desespero dela em saber-se próxima da morte. Podia ser um espetáculo a anteceder a notícia de que será encontrada encalhada amanhã. Ou não ter significado triste nenhum. Talvez um filhote fazendo peraltices e que se desgarrou da mãe e chegou até ali. O ‘talvez’ pode assumir significados incontáveis, assim como o ‘se’. Mais uma vez, não sei muita coisa. Sei o que vi. E o que senti.

E vi um momento raro de vida ali. Senti que recebi um presente, num dia em que fui tomada por uma desesperança profunda, um vazio imenso no meio da multidão. O balé ao pôr-do-sol foi mágico. Praia inteira de pé, aos pés da maravilha que se apresentava. Não sei o que os outros pensaram ou perceberam, mas  eu senti a baleia tão próxima... Enviei-lhe um abraço, uma onda de amor profundo, temendo que tudo de tão lindo fosse fruto de sua agonia em querer voltar aos seus amigos, mas desejando que ela encontrasse seu caminho de volta, que eu encontrasse meu caminho de volta.

Agonia ou não, guardo em mim aquelas imagens. Céu em tons de rosa, já escurecendo, mar entre prata e azulado, navio iluminado no horizonte, pedra da Gávea em tom de azul, e ela. Mergulhando, esguichando, emergindo. Ela, mamífero no mar. Eu, peixe em terra firme. A alegria sorriu dentro do meu coração e me visitou. Presente da amizade que tenho com ela. Dessa vez, um presente raro. E foi assim que um mamífero do mundo das águas fez-me sentir peixe novamente.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Pausa necessária



Depois do aniversário de 1 mês, a ressaca! Rs!
Calminha, só vou dar uma pausa aqui no blog. Acho que vou morrer de vontade de escrever e se, isso acontecer, escreverei. Mas não sei ao certo. O que é certo é que, na quarta-feira de cinzas, eu volto! Afinal, é carnaval e quero vestir minha fantasia e ir atrás do bloco, já que não encontrei nenhum lugar junto à natureza para ficar perdida. O carnaval, mais uma vez, me escolheu. Fazer o quê, né? Bem, fazer o que se pode: assumir. Assumir que eu adoro essa festa cheia de baticum e alegria com hora marcada.  Mais Brasil, impossível!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Aniversário de 1 mês



O post de hoje não poderia ter outro tema: o aniversário de 1 mês do blog! Estou tããããoooo contentinha! Afinal, queria há muito fazê-lo, mas não tinha coragem. Alguns amigos me incentivaram bastante e para eles um beijão mais que especial. Aos meus seguidores fiéis e comentaristas, rs, que agora alcançam a marca expressiva de um cardume com dois-leitores-e-amigos-pessoais, meu carinho e alegria pela amizade. Incentivo pouco é bobagem. Mas também tem os que lêem e nem são cardume e nem comentam, mas sei que lêem. Alguns destes me conhecem e me contam que estão gostando. E há os que aqui me visitam anonimamente; saibam que é muito legal escrever e saber-me lida, afinal, já tenho aqui 250 visitas da página e espero que tenham sido momentos prazerosos para vocês também. Enfim, parabéns a todos que estão fazendo do Manuscritos do Mar da Cris um espaço de leitura, diversão, navegação e viagem ao fantástico mundo do...meu  mar!!!! Pensando bem, muitas felicidades, muitos anos de vida, para o blog, para mim, para você, para todos nós. Acho que isso é sucesso: ser feliz com as pequenas coisas e saber comemorar cada uma delas. 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Perfume




No outro dia a respiração de Deus era tão próxima, tão próxima, que eu A sentia em minha nuca. E eu quis me distanciar. E me assustei hoje. Pois de repente, senti que a respiração era fria. Tão fria que chegava a ser gélida. Mas não era Ele.

Dia ensolarado. Céu azul, mais um dia de céu azul, e por ser mais um, nem assim menos intenso. Verão nos trópicos. Dia leve na serra. Tudo segue seu curso normal. O caminhão de abacaxi está lá estacionado, no lugar de sempre. A turma do baralho na praça está lá, em mais uma partida acirrada. O vendedor de jornal, o florista, as pessoas todas estão em seus lugares, seguem seus caminhos e continuam indo como se soubessem para onde, como se adivinhassem o futuro de tudo, como se soubessem o desfecho de um dia que ainda não aconteceu. Todos peças de um jogo. É o que parece às vezes.

Entro no carro. Vou descer a serra. Estou feliz. Não sinto tristeza por nada, não tenho angústia, não tenho pressa, não tenho sentimentos ruins em mim e talvez também não tenha os sentimentos bons, mas não me sinto vazia. Tenho uma alegria de estar conseguindo fazer o que me proponho. Como se algo bom fosse acontecer. Um sentimento de confiança, talvez. Enfim, nada destrutivo, mas também nada mega-extraordinário, nada super-sensacional, nada incrivelmente levitante. Normal. E assim entro no carro.

Música. Eu preciso de música para viver. E sigo o meu caminho. Como as outras pessoas todas seguiam. Como se eu também fosse - mais uma - peça do jogo. Será xadrez? Quem joga? Sou peça de quem? Desço a serra. O verde está tão lindo... Abro a janela. Cheiro de eucalipto. Curvas deliciosas, que só me estimulam o prazer de dirigir. E tudo segue seu rumo.

Túnel em curva. Em curva e em descida. Nenhuma visibilidade do que vem adiante. Não, não havia neblina. É o angulo da curva que desfavorece a visão.  Ainda imediatamente antes de entrar no túnel, vi que dois caminhões entravam nele, na pista da direita, um atrás do outro. Eu seguia à esquerda. E mais atrás de mim, bem pouco atrás, uns cinco carros, que eu acabara de ultrapassar. Em questão de segundos estaríamos todos no túnel. Entrei e então... PORRA, PORRA, PORRA, QUE MERDA É ESSA?

Era ela, gélida, lancinante, em minha nuca, querendo me levar. Gritei.  Muito. Uma sequência interminável de xingamentos saiam desesperados. Freada brusca. Consegui parar. Na curva, que não permite visão, o caminhão a 20Km/h ultrapassava o outro a 10Km/h... Um flash se acendeu e vi tudo: meu carro agarrado no caminhão, meu corpo preso nas ferragens, traumatismo torácico com fraturas múltiplas de costelas, lesão de baço, talvez uma lesão de aorta, minha morte. PORRA, PORRA, PORRA, QUE MERDA É ESSA? ONDE VOCÊ ESTAVA COM A CABEÇA QUE RESOLVEU ULTRAPASSAR NESSA CURVA, DENTRO DESSE TÚNEL? EU VOU MORRER! Com toda a exatidão matemática, eu iria morrer. Questão de segundos. Olho no retrovisor.  Pisca-alerta ligado. Mas não daria tempo dele freiar... E eu esperava pelo momento em que meu carro viraria uma sanfona e que minha vida escoaria no asfalto.

Esperei, mas felizmente o momento não aconteceu. Ela foi até a minha nuca, cheirou o meu perfume e resolveu que não me levaria hoje. O carro de trás deu uma freiada que salvou a minha vida. Deus estava lá. Embora eu teime em andar sozinha, Ele olha por mim. E agora eu sei o que sente alguém que morre num acidente de trânsito. O que sente a pessoa naqueles milionésimos de segundos em que tudo muda: em um instante o acidente ainda não aconteceu e no outro está decretada a passagem para a outra dimensão. O desespero é o mesmo que eu senti. E é algo horrendo.

Quando coisas assim acontecem, você sabe que ela vem te levar. E grita, e se desespera, e enquanto espera,  pensa: por que tanta estupidez no trânsito? Onde estão ou neurônios dessas pessoas que dirigem e que não são capazes de adotar uma direção segura e que zele pela vida do outro? Essas respostas eu não sei. Assim como não sei porque as ferrovias não estão aí, aos montes no nosso país, para permitir o transporte de cargas pesadas. Isso eu não sei. Só sei que hoje a morte me rondou. E não gostou do meu cheiro. Meu perfume de hoje? Ange ou Démon. Se ela teve medo, só posso ser anjo!


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Carnaval

 


Vontade de viajar neste feriado. Muito na hora pra conseguir ir a qualquer lugar, eu sei. Vou acabar ficando por aqui mesmo, acompanhando um bloco - vários, aliás - e vivendo um pouco mais do mesmo. Mas querer, de verdade, eu queria ir para um lugar bem lindo, onde a natureza reina absoluta e há um mundo intacto a desbravar. Só que, pensando bem, será que esse lugar intocado existe? De qualquer forma, era lá... lá, que eu queria ficar perdida.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Os pingos do is

Não ache você que eu sou esse doce de pessoa que ando transparecendo. Tenha certeza, hehehe!!! Também não precisa ficar imaginando que sou cheia de frufrus e frescurinhas. Sou só um pouquinho. Lendo-me aqui, não conclua sobre mim, de preferência. Esse blog é o cantinho onde torno tudo o mais açucarado que posso. Sem censuras. Sem posturas de fortona. Sem bancas de não sentir. Sem a necessidade de ser racional, fria e cheia de algoritmos como eu naturalmente sou. Aqui, eu sinto mesmo. E sinto à beça. Sobre tudo, o tempo todo. Porque também sou assim. E como isso é quase incompatível com a vida, estou muito feliz de encontrar uma forma de canalizar esse turbilhão de impressões. Mas não sou só desse jeito e tudo aqui postado é parte que compõe um todo, muito mais amplo, mas muito mais mesmo. Amplo e diverso. Ou seja: você pensa que me conhece.

E digo também que não fico me derretendo por qualquer coisa por aí. Aliás, eu choro às vezes sim, e choro aos montes. Sofro, mas não morro.  E tenho raiva também; quando fico zangada o tempo fecha. E tenho em mim toda a gama de emoções que um ser humano possui, nas mais variadas doses, diariamente. Então, aqui quero ser só doce. Só de açúcar. Em cubinhos, que acho o máximo mesmo. Embora, na minha vidinha real eu prefira mel. Bem, depende do que quero adoçar, hehehe...

O que sei é que devo estar usando essa escrita toda de forma terapêutica, vai saber. Posso estar fazendo um auto-ajuste de imagem. Ou dando asas ao meu eu sufocado. O que sei é que esse espaço me faz bem. E isso é suficiente para mim. Quero aqui falar de amor, exaltar o belo e viajar em todas as coisas, inclusive as consideradas cafonas e que ninguém gosta de admitir que gosta. Por falar nisso, vou falar de novelas qualquer dia desses: eu adoro novela! Quase não vejo mais, mas curto.

Então, em um post para nada dizer, sobre tema nenhum, concluo dizendo que, aqui você me conhece, mas nem de longe sabe quem sou eu. Porque sou uma só, porém formada por muitas. Parte de mim aqui está, em realidade e delírio, vestida da fantasia do poeta fingidor. Conselho de amiga: não acredite que tudo aqui sou eu! Eu aqui, invento, crio, relato a realidade, aumento o que quero, tudo para ficar... do jeito que dá vontade. E assim sendo, penso e reflito também sobre o título. Afinal, o i tem pingo, mas o jota também! :-)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Chá verde


A energia do dia está estranha. É polícia de greve, gente assustada por nada - porque afinal há as do tipo que assustam com tudo -, várias ruas invertendo o sentido aqui no bairro, e um burbirinho tão fora do comum que até mudou o tempo e choveu. Eu sei, já tinha previsão de chuva, não choveu por causa da greve e das pessoas, mas é só pra ilustrar a instabilidade, percebe?

Só que aqui, no meu mundinho, nem me abalei. Segui o roteiro pré-estabelecido para hoje quase na íntegra. Enfiei-me numas havaianinhas e saí para ter meu dia de mulherzinha, porque mereço e porque adoro! Cabelo, unha, sobrancelha e massagem. Depil não, porque entrei na onda da definitiva e estou gostando bastante do resultado. E claro, compritchas: um vestido novo, porque eu já não tinha mais o que vestir, precisava muito de um.

O quase da programação é que eu ia dar uma saidinha pra dançar, mas minhas amigas estão querendo se poupar de sair sem polícia na rua. Também não me aborreci. Aproveitei a deixa para ficar em casa e curtir um descansinho no meu lar, que adoro, não sei se já disse. Procuro fazer dela um lar amoroso, de aconchego e carinho. Então, na contramão dessa vibração pesada de hoje, tô curtindo minha alimentação natureba aqui mesmo e vou alimentar, também, a alma com uma boa leitura, dormir longamente e feliz, depois de um dia inteiro dedicado a fazer somente coisas que gosto e para mim. Essa liberdade me agrada muito. E é a parte boa de não estar namorando, porque assim a gente só faz o que quer, sem ter que negociar nada. Mas namorar é bom à beça também. Estou sentindo falta, fato. Mas tudo tem o seu tempo e esse é o meu tempo de agradecer.

Agradeço a Deus, A alma do mundo, O Ser onipotente, onipresente, O que é, foi e sempre será, pelas múltiplas bênçãos derramadas em minha vida. Meus momentos todos são finitos, como finita é minha alegria e meu bom humor, minha tristeza profunda e minha raiva-ventania, inclusive há finitude na descrença que tenho do mundo e de todo o Universo às vezes. E eu agradeço. Porque o Ser amoroso que existe antes de tudo me toca e está tão perto que posso sentir Sua respiração em minha nuca. Afasto-O. Gosto de andar só por vezes. Visito sombras densas e de medo. Fantasio-me de muitas, pois todas sou e nenhuma é a que sou. A loucura transborda e vem pertinho de mim. Linha tênue.

E o dia, que era de pura contemplação do belo e de cuidado com a morada de meu espírito - o meu corpitcho faceiro - ainda me surpreende. Começo a escrever trivialidades e concluo com visões do eterno que me sondam. Ele ri de mim quando fico assim, rebelde com Ele. Não é um riso de escárnio, é aquele sorriso de Quem curte a minha teimosia e permite. Sou definitivamente livre. E estou com unhas lindas e cabelo de sereia hoje. Meu mar é sereno agora. E amanhã vou acordar cedinho, para comprar flores na feira. Amo!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Metamorfose



Escalar a rocha e correr o risco... Ficar exausto... E sentir-se onipotente na altitude da rocha, com todo o vale a lhe reverenciar a ousadia. Cansado, dormir casulo... Acordar borboleta... E sair voando com asas de ser feliz...

É tempo de mudanças! 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

De cacarecos e afins


Adoro essa modinha de coisas penduricadas aos montes nas paredes de estabelecimentos comerciais. Seja em São Paulo, no Rio, e mesmo em Montevidéo, onde estive por último. Na capital uruguaia também me deparei com um bar super legalzinho e repleto de coisitchas cacarecadas. Foi lá que fiz a foto que incrementa o post nada original de hoje. Mas não estou mesmo preocupada em ser original, ou legal, ou divertida, ou seja lá o que for. Só quero falar o que der vontade. E hoje, desejo comentar sobre as paredes com cacarecos, que, resumindo, acho mesmo o máximo, do ponto de vista denotativo! Passa para mim uma idéia de retorno ao tempo, de viagem de fácil embarque, lembranças expostas aos pedaços.

Porém, na contramão óbvia, tudo isso me remete ao mesmo tempo às coisas antigas que penduramos nas paredes. Nada é só o que parece, eu acho. Sou levada a refletir sobre as nossas paredes emocionais... Imagina, uma paredinha abarrotada de apetrechos antiguinhos... E que fazem somente ocupar espaço, extrair vida, trazer peso, com mera função de acúmulo de poeira, atraindo mofo. E principalmente, não permitem que o novo se instale. Cruzes, nem gosto de imaginar!
 
 
É sabido que existe uma tal lei do vácuo. Não lembro onde li isso. Alguns sabem. Leio muita coisa científica e muita bobagem também. Acho que numa linha imaginária, com esses dois extremos - o científico e a bobagem -  a lei do vácuo está mais próxima à segunda, sem querer desmerecer nada. E se estou falando abobrinha, pessoas se enganam, eu também, que me perdoem - e até que falar abobrinhas é bem divertido. Mas voltando à lei do vácuo, bobagem ou não, fato é que quero falar disso, não há como entrar nada novo se o antigo está lá, grudado em você. Desapega logo! Sai rápido, porque a cinética da vida quer te apresentar um mundo novo. Deixa ser!
 
 
Se montes de quadros em forma de mágoas não lhe desgrudam das paredes do seu coração afetivo, faça logo uma faxina, doe tudo, chore lágrimas à beça. O mundo está infestado de gente cheia de cacarecos e que puxa quinquilharias feito um burrico de carga. Não é preciso de peso para ser feliz. Precisamos de intensidade. Essa sim! Acrescenta, encorpa, solidifica uma existência. Intensidade de experiências. Mas desprendimento delas, por favor. Acabou, acabou. Curtiu enquanto durou? Ótimo. Se não, vê se não perde o time da próxima vez.

Que nossas experiências nos decorem as lembranças, que valsem ao nosso redor em momentos de êxtase e de dor, inclusive. Não sou a favor de uma vida monótona. Aquela mesma nota de alegria diária leva ao tédio. A dor é sim necessária. E também a raiva, o medo, a tristeza. É preciso pisar todos esses solos, comer de todos esses sabores, ouvir de todas essas notas. Quero dizer, não sei se é preciso para você. Mas para mim é. Não estou aqui ensinando ninguém a viver. Mas o meu jeito é esse. Eu não vim nesse mundo para trilhar o caminho da vida perfeita. A imperfeição me atrai. A diferença me atrai. O outro me atrai. Sou assim, curiosa. Quero ir lá e ver. Embora eu saiba muito bem o que quero viver, o que quero para mim, o que vai bem na minha parede, o que preenche o espaço em branco que nela existe, não quero ser poupada de nada.
 
 
Na minha vida, paredes que se despem de coisas velhas. Não tenho tempo nem espaço para lixo emocional. Quero a luz, o bom, o belo. Ares de limpeza em tudo, com aquela fragrância de lavanda perfumando o ar, cheiro de casa limpinha. Sem poeiras. Nada esquecido em nenhum recanto. E tudo é comemoração. Bem, quase tudo. Há dias em que estou insuportável, mas deixemos de lado minhas imperfeições, porque não quero exaltá-las. De volta às paredes repletas de quinquilharias, quando olho fotos como essas, penso: muito cool essa decô do barzinho, mas de fato tudo está onde devia estar nas paredes recém-pintadas do meu apartamento e da minha vida.


Paredes alheias cheias de quinquilharias? Um clic. Tire a foto. E cuidado onde pisa!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Domingo no parque


Se o começo pode ser complicado, já vou logo te avisando: continuar não é mais simples. A arte está em equilibrar toda a confusão deliciosa que é viver. E curtir a  montanha-russa que pode ser! Ufa!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Satélite




Se fosse a minha alegria uma equação, bastaria simplesmente compreender que ela possui uma relação direta com a intensidade do azul do céu. E ainda, que varia na razão inversa do índice pluviométrico. Um x fácil de se descobrir o valor. Sim: pertenço ao mundo dos que giram em torno do sol!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Vestido de princesa




Meu excesso de imagens mentais, percepções captadas e emoções transbordantes foram reduzidas ao quase zero. Uma única imagem impregnou meu cérebro e deslocou todas as outras: o vestido de princesa. Rosa. Pink. Tão forte quanto a tragédia. Dentro dele, ninguém. Dentro dele, não mais uma menina. Dentro dele, o vazio provocado pela violência.

Essa vilã ronda nosso mundo, passeia pelas ruas de cada cidade, bate à porta de todos nós. Entra às vezes mesmo sem autorização. E penso que em algumas situações ela é convidada para sentar-se à mesa. Entra com a droga, o álcool, a falta de diálogo, a ignorância, a inveja, o fanatismo religioso, só para citar alguns de seus convíveres. Entra e fica lá, sentada. Assiste TV, espera o momento de atuar em cena.

No caso do vestido de princesa, ainda não se sabe nada, e talvez nunca se venha a saber se foi convite ou se foi invasão mesmo. Mas um ou outro, o estrago está feito. Figurino sem atriz, vida interrompida, alegria abreviada, lágrima por mim derramada, revolta por uma inocência que se foi. Porque a inocência sempre se vai mesmo. Mas é muito triste quando o ser humano se vai com ela...

Meu olhar que assume várias posições, como num set de filmagem, roda o cenário. Toda menina sonha que é princesa. Algumas têm certeza que são. E é lindo quando é assim! Toda menina deveria ser obrigada a ter pais que lhe permitissem brincar de sonhar, uma família abastecida de luz o bastante para que elas não vislumbrassem sombras. Proteção seria um manto sobre o vestido.

E a tal violência, uma ratazana infame, deveria ser devolvida à estória certa, ao submundo dos esgotos e escórias, de excrementos e imundícies, que correm muito abaixo dos pés que calçam sapatinhos infantis de cristal e onde todas as outras ratazanas e bichos nojentos residem. Milhões, milhões de quilômetros distantes da luz do sol e do brilho das estrelas. Longe do perfume das flores e do canto dos pássaros. Dois mundos tão distindos quanto água e óleo. Ao qual nunca deveria ser permitido a tentativa de misturá-los. Assim, meninas continuariam meninas, fadas continuariam sendo madrinhas, vestidos continuariam sendo sonhos, e na pior das hipóteses, à meia noite, carruagens virariam abóboras. Até o final feliz. Sem desfechos trágicos.