segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O Mar da Cris




O mundo obedece a uma lógica. E de maneira lógica, não entendo o mundo. Ele é de um raciocínio muito mais avançado do que posso imaginar. Já desisti de alcançar. Vou ali, no meu passinho, nível básico-intermediário mesmo... E nesse padrão, vou seguir o post de hoje na busca de uma sequência lógica, que nem sei se é necessária, mas que me dá a idéia de que tudo segue seu curso em ordem.

Assim sendo, vou falar do meu mar antes que o blog já comece e termine com um único post. De repente, fiquei sem saber o que falar e  resolvi falar do Mar da Cris, um mar imenso, de águas límpidas e repleto de cardumes ainda não-catalogados por oceanógrafos nem biólogos.

No Mar da Cris, tenho todos os peixes em mim e ao mesmo tempo não sou nenhum peixe. Queria muito ser sereia, mas sabe como é, aquele cabelão todo, aquela voz sensual, aquele papinho mole que enrola... Definitivamente não sou sereia, não, rs, e que pena! Mas existo nesse mar porque ele sou eu. Quase Deusa mitológica...

Os sentimentos são o próprio mar. Sentimentos bons, puros, mar calmo. Sentimentos nem tão puros, mar revolto, ressaca... Um mar de emoções, onde é possível navegar, mergulhar, encontrar-se e perder-se em devaneios, compartilhando aventuras. Meu mundo real é tão concreto que criei esse mar ilusório. Com elementos telúricos a lhe decorar, pois também não é um mar onírico. É real sem ser. Pois sou eu.

Eu poderia dizer que sou um ser humano incompreendido, diferente de todo mundo, blá-blá-blá. Não vou dizer isso não. Loucura todo mundo tem, cada um a sua. A diferença é como cada um lida com isso. Eu sou louca por dentro. Como você também deve achar que é. O que difere a minha piração da sua é só... que a minha é minha. Não é especial. Mas é única. Como todos somos. 

Se todo meu sentimento se transmutasse em água, seria um mar. Esse é um dos pensamentos da minha piração. E dada a diversidade e intensidade, seria um mar repleto de vida. E se parte de mim vive voando feito balão - às vezes, parte de mim voa !-, os pés estão no chão. Sempre. E são pés sensíveis. Ao extremo. Isso dá um trabalho... Por isso, prefiro calçados confortáveis, a bonitos.


Assim sou eu. Assim meu mar. Para nele navegar, apenas leveza. E uma cabeça com sonhos, um coração com emoção, uma cabeça que saiba ser amiga da razão, vontade de ser feliz. Amizade começa assim. O Mar da Cris é cheio de emoções, reflexões e ações para serem compartilhadas. Aliás, gosto muito desse verbo. Pode navegar!

Um comentário:

Obrigada pela visita!
Responderei ao seu comentário em seu respectivo blog.
Até mais!