sábado, 11 de janeiro de 2014

O próximo bar


... "Decidiu que não esperaria mais por ele. Por que insistir em esperar por algo que não chega? Simplesmente odiava quando o sono não vinha. De vestido azul klein, decote profundo, cabelos soltos, batom vermelho e salto agulha, seu destino seria a noite."...

O texto na íntegra você encontra aqui.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O novo nome - Manuscritos do Mar Azul



Nome é um coisa que ninguém muda. Nome de gente, de rua, de livro, de mar. Mar Vermelho, Mar Morto, Mar Cáspio. Mas isso aqui é blog. O ano mudou, eu mudei também, mudo todos os dias, e quero mudar o nome desse mar. De agora em diante, vai chamar Manuscritos do Mar Azul. Não é original, eu sei. Mas quem se importa com isso? Ele continua sendo meu e de quem quiser mergulhar por essas páginas. Mas quero cor nesse mar. E gosto de azul, já deu pra perceber. E gosto de mudar, gosto de reinventar. E assim, se faz. Azul. Mar. Manuscrito. Que garrafa virá na próxima onda?

domingo, 3 de novembro de 2013

Fragmentos e Garrafas ao Mar



Resolvi que, de hoje em diante, por aqui, vou rasgar tudo. Exatamente como se faz com as roupas velhas, os papéis guardados, as lembranças mofadas. E todos estes fragmentos, rasgados, partidos, em pedaços, aos farrapos, tornar-se-ão, apenas e somente, partes de quem eu fui. E quero depositar tudo daqui - meus textos agora esfacelados em pequenos trechos - dentro de garrafas. Em muitas garrafas. E cada uma delas, contendo uma parte da história. História que vou contando a cada passo, a cada linha na qual me refaço. Rasgo assim meus manuscritos e lanço-os ao mar. E que cheguem a todos, nos mais distantes cantos, em todo o lugar por onde a vida brotar.

Lanço minha mensagem ao oceano pelo qual todos viajam e poucos se sentem peixes: o mar de emoções. Não será preciso buscar nas cavernas o sentido de meus fragmentos. Se algum dia, essa garrafa você encontrar, saiba que ela remete ao mar de sonhos que sou eu - e que deve ser você também. Pois somos todos humanos, caminhando por essa superfície azul; somos todos muito parecidos e ao mesmo tempo muito diferentes. E todos temos sonhos.

Desejo a você, que resgata essa garrafa, que você encontre o mesmo que de mim se vai. Sou amor, e me transmuto em palavras.

(Uma tentativa de continuar o blog de uma maneira diferente. Vamos ver se funciona, rs).

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Presunção



O que você escreveria sobre mim? Foi a pergunta que você me fez uma vez.

Outro dia, li em algum lugar: 'não são as respostas, são as perguntas que importam'.

Então, eu respondo agora, antes tarde do que nunca: 'Nada!'. Eu não escreveria nada, eu não me daria a esse trabalho. Não sou mulher de futuro do pretérito. Sou mulher do presente, para o presente, sou presente. Futuros do presente me atraem. Sou viva no agora.

O que eu escrevo para você é: mude a pergunta.

Porque não escrevo sobre ninguém, nem sobre o outro nem sobre mim. Escrevo sobre o mundo que vejo, como o mundo se desnuda e se revela diante de meu olhar. Às vezes são meus olhos simplesmente. Há momentos, porém, em que utilizo do microscópio. Outras tantas vezes eu pego uma lupa emprestada ou uso óculos que possam corrigir a miopia da minha percepção. Uma questão de humor. Humor vítreo, humor aquoso, vida cristalina. Bom humor, mau humor, bem-me-quer, mal-me-quer, opacidades.

E quantas vezes, no fim, com ou sem olhar, com ou sem compreensão, encontro-me com mais uma batalha perdida, de uma guerra que nem se sabe se termina. E de repente chego a pensar se é mesmo tudo isso uma batalha que perdi ou se foi a batalha que se perdeu de mim. Perguntas que prefiro ter. Dúvidas que me acompanham. Respostas que não importam.  

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Setembro em flor



E que setembro me abrace
tenho na face um sorriso.
E se vierem as lágrimas
que sejam todas - simplesmente -
gotas de orvalho
beijando as flores.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A morte da ilusão



Quando Ilusão morreu, o dia nasceu lindo. Pássaros cantavam alegres, criancinhas brincavam na rua, a algazarra seguia. Como se nada tivesse acontecido. 

Ninguém chorou por ela. Ninguém sentiu sua falta. Ninguém comentou sua morte. Ninguém compareceu ao velório nem ao enterro.

Foi sepultada no silêncio do vazio.

Sem honras nem glórias.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Poema oculto



Entre as linhas
(amarelas linhas
de um caderno velho),
bolinhas
tracinhos
pinguinhos
e outros rabiscos.

Riscos
descuidados
de um coração
em farrapos.

Mas isso,
nas entrelinhas.
Que obviamente
quase ninguém vê
nem lê.

Quase.